quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Opção preferencial pela riqueza

Félix Maier

17/04/2008

O mal que os defensores da Teologia da Libertação estão fazendo ao rebanho católico da América Latina ainda está por ser escrito.


Os bispos da Igreja Católica do Brasil querem colher 1,2 milhão de assinaturas a favor da ética na política, para que o Congresso crie uma lei mais rigorosa contra a corrupção.

Os purpurados da CNBB, antes de colher essas assinaturas, que são bem-vindas, deveriam, primeiro, fazer um profundo exame de consciência para reconhecer o mal que fazem à população brasileira ao apoiar, através da Comissão Pastoral da Terra (CPT), movimentos socialistas-terroristas como o MST, que prega a comunização do Brasil e tem Che Guevara como patrono.

Não há como mesclar Che Guevara com Jesus Cristo, como querem muitos padres e bispos socialistas. Aliás, a “opção preferencial pelos pobres” é uma jogada demagógica, para ativar a claque subserviente composta por um povo ignorante, pois o correto é fazer uma “opção preferencial pela riqueza”. Essa expressão tomo emprestada do embaixador e escritor José Osvaldo de Meira Penna, que tem um livro publicado com esse título (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1991). Meira Penna, ao longo de sua obra de mais de 20 títulos, costuma chamar a CNBB de “CNBdoB” e os seus membros socialistas de “esquerdigreja”.

Obviamente, não estou me referindo aos que se tornam milionários através do roubo, do assassinato ou da corrupção, mas àqueles que, com muito trabalho e tenacidade, conseguem “subir na vida” e adquirir um belo patrimônio para a família. Como se sabe, riqueza traz mais riqueza, miséria só gera mais miséria. O empresário e o industrial deveriam ter estátuas nas praças e não ser execrados como se fossem sanguessugas exploradores do povo, pois são eles os responsáveis pela maior parte dos empregos. Uma grande indústria que se instala numa cidade muda radicalmente a situação econômica de toda a população.

Esse é o tema que os pastores evangélicos, como o Missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, estão pregando à população, com muito sucesso, em “shows da fé” na televisão. Talvez seja por isso que existem tantos católicos migrando para as religiões evangélicas. Estão cansados de ouvir chavões marxistas, já enterrados na Rússia e no Leste europeu, mas que, por aqui, ainda fazem algum sucesso, especialmente entre os ignorantes e os patifes, que são os que mais se beneficiam com um Estado fascicomunista, como é o caso do governo Lula, que ontem (dia 09/04) comemorou com champanha no Congresso Nacional a instalação da República Sindical do Brasil. Doravante, as centrais sindicais, além de continuarem a receber doações compulsórias dos trabalhadores, não poderão ter suas contas analisadas pelos órgãos de fiscalização. Temos, enfim, o nosso Mussolini instalado no Palácio do Planalto. Com apoio de toda sua falange autoritária fascista, qual seja: MST, CUT, UNE, PCdoB, CNBdoB, CPT etc., bem ao estilo das guardas pretorianas dos césares e da SS de Hitler.

Chega de politicagem ideológica na Igreja Católica, como a exercida por tipos como Frei Betto e o ex-padre Leonardo Boff. O mal que os defensores da Teologia da Libertação estão fazendo ao rebanho católico da América Latina ainda está por ser escrito.

Menos Che Guevara e mais Jesus Cristo em nossas vidas! E muito capitalismo, com opção preferencial pela riqueza. “Quem gosta de miséria é intelectual; o povo gosta é de luxo”, já dizia o filósofo da Sapucaí, Joãozinho Trinta.

Obs.: Texto originalmente publicado em Mídia Sem Máscara - http://www.midiasemmascara.org/?p=6763