segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Margaridas poderiam ter apagado o incêndio...

Félix Maier

28/08/2007

Enquanto as "margaridas" faziam turismo em Brasília, às custas de dinheiro público, o Parque Nacional de Brasília ardia em chamas. Fariam melhor essas falsas colonas se empunhassem as bandeiras alviverdes da Contag que portavam e ajudassem os bombeiros a apagar o incêndio. Imagine: 15 mil abafa-fogos em ação (o noticiário local falou em 30 mil), em dois tempos o fogo seria mandado de volta ao inferno...


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Marcha Sobre Brasília e tomada do estado

Reinaldo Azevedo

Brasília assistiu ontem à Marcha das Margaridas, uma manifestação de 15 mil "trabalhadoras rurais" financiada com recursos da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), do governo federal e de três estatais: Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Petrobrás.

Lula discursou no evento, em tom de campanha eleitoral — faltou o Banco do Brasil com sua propaganda do "Dois mais Um"... — e voltou a falar mal das elites.

Apesar do uso evidente do dinheiro público, Carmem Foro, coordenadora da marcha, deu o seu recado:

"Tivemos que fazer muita ação entre mulheres, vender bolo, bordar chapéus, vender cabrito, fazer vaquinhas para chegar aqui". É só a folclorização do pobrismo militante que marca estepaiz. "Nós que apoiamos o presidente Lula não cansamos de lutar", emendou Carmen.

Segundo a Contag, o custo total do ato passou de R$ 10 milhões — cerca de R$ 1 milhão viria desse apoio oficial. Na verdade, todo o dinheiro saiu dos cofres públicos. A Contag não gera receita. Ela vem dos programas oficiais de incentivo à agricultura familiar. NÓS ajudamos a pagar a manifestação de apoio ao Babalorixá de Banânia.

Vasculhei os jornais. Não há e não haverá uma miserável crítica ao uso de dinheiro público numa mobilização de caráter obviamente político. . .

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

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"Mesmo na noite mais triste,
em tempo de servidão,
há sempre alguém que resiste,
há sempre alguém que diz não."

(Manuel Alegre)