quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Carta ao general Heleno

Brasília, 22 de abril de 2008.

Exmo. Sr. general-de-exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira,
Comandante Militar da Amazônia

Gostaria de cumprimentá-lo por sua dura crítica à política indígena atual, que concede latifúndios a uns poucos milhares de índios, em detrimento dos milhões de não-índios do Brasil, ou seja, da maioria dos brasileiros. Afinal, não há motivo nenhum para se conceder um Portugal inteiro a cerca de 15 mil índios existentes na reserva de Raposa Serra do Sol, assim como foi entregue um outro inteiro Portugal aos índios ianomâmis, inviabilizando completamente o desenvolvimento econômico do Estado de Roraima. Com essa aberração, criaram-se os dois maiores latifúndios do planeta. Não há necessidade de se conceder tanta terra para tão poucas pessoas. Depois de 500 anos, está mais do que na hora de os índios amazônicos aprenderem a plantar feijão, arroz e milho, e criar umas galinhas, para seu próprio sustento. Petrificá-los na Idade da Pedra, com arco e flecha nas mãos, como o faz a atual política indigenista, é um ato tão vergonhoso quanto os antigos bantustões existentes na África do Sul, onde negros eram confinados em reservas e de lá só podiam sair com autorização do governo do Apartheid. O correto é que, paulatinamente, os índios brasileiros tenham acesso à civilização e participem ativamente de toda a vida social, econômica e política, de modo a se tornarem proeminentes figuras nacionais.

Louvo também, generalo Heleno, sua defesa instransigente da Amazônia, de sua integridade física, que deve ter seu processo de conquista fiscalizado pelo Governo Federal, não tolhido por este, como é o caso dos rizicultuores de Roraima que há décadas promovem o desenvolvimento daquele Estado e agora estão prestes a serem expulsos pelos capitães-do-mato da Polícia Federal como se fossem perigosos delinqüentes. Há necessidade de se ter a presença de maior número de soldados na área, para sua integração e defesa. "Integrar, para não entregar" é o lema do Exército e de toda a nação brasileira. Infelizmente, o governo federal não concorda com esse lema e é entreguista, na medida em que dá mais apoio às ONGs estrangeiras que lá prosperam como praga do que aos poucos militares que lá servem nas guarnições de fronteira. A maioria das ONGs que lá operam estão a serviço de interesses alienígenas, não dos brasileiros e, por isso, deveriam ser imediatamente expusas da área.

Não tenho dúvida nenhuma, general Heleno, que todos os militares brasileiros, das três Forças Armadas, da ativa e da reserva, apóiam sua firme posição frente às questões amazônicas, assim como todos os brasileiros que ainda não estão comprometidos com a atual República Sindicalista (a "esquerda escocesa", do uísque, ao qual o senhor se referiu com muita propriedade), de molde fascicomunista, iniciada no governo Collor, ampliada no governo FHC e exacerbada no governo Lula, que dá continuidade ao processo de criação de bantustões por todo o território nacional - os famigerados guetos indígenas, quilombolas e do MST -, dentro dos moldes stalinistas, em que a terra não pertence ao seu ocupante, mas é destinada ao uso coletivo de sua população, como os kholkozes soviéticos de triste memória, em que o Leviatã estatal é seu único proprietário. Infelizmente, estamos caminhando rapidamente para instauração do "Brasilistão" - uma mistura de Brasil com Afeganistão, em que prosperam grupos tribais, com seus privilégios e suas leis próprias, não uma sociedade nacional organizada, existente em todos os países democráticos modernos.

A respeito dos bantustões brasileiros, sugiro a Vossa Excelência a leitura de um texto de minha autoria, disponível no endereço http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5996&language=pt.

A respeito dos quilombolas, sugiro acessar http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6238&language=pt.

Atenciosamente,

Félix Maier
Capitão QAO R/1
www.midiasemmascara.com.br