terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Cachaça com o presidente

Félix Maier

17/11/2006

Finalmente, consegui fazer uma entrevista com o presidente, logo depois de seu programa semanal, “cachaça com o presidente”.

Antes de começar a entrevista, o presidente foi muito atencioso comigo, me perguntou se eu preferia entornar uma branquinha que Zé Alencar havia trazido das Alterosas, ou um mojito trazido recentemente de Cuba por Zé Dirceu. Escolhi um gole de mojito, para fechar os olhos e imaginar as delícias que são as jineteras cubanas, tão disputadas pelos petistas em viagem turística à Ilha do Dr. Castro.

- Presidente, o Sr. é comunista?

- Não, meu caro, eu já disse milhares de vezes que só fui torneiro mecânico!

- Torneiro mecânico comunista, então?

- Você pode dizer o que quiser. E você, é fascista? – despistou o presidente, como se sabe, conhecido por ser mais escorregadio que quiabo cozido na banha.

- Presidente, de onde vieram os R$ 1,7 milhão para comprar o fajuto dossiêgate?

- Fajuto? Fajuto nada! Já mandei meu ministro da Justiça acionar a Polícia Federal e investigar toda a vida do Serra e do Alckmin. Afinal, como presidente, tenho que dar satisfação à sociedade, não posso deixar impune mais essa patifaria. Tenho que dar o exemplo, nem que seja para cortar na própria carne! Doa a quem doer!

- Mas, e os petistas envolvidos no dossiêgate?

- Não, nunca houve petistas envolvidos naquele caso, foi tudo obra daquele delegado aloprado, o Bruno Surfistinha. Tenho pena dele, ele deveria procurar um psicólogo.

- Presidente, como vai o Foro de São Paulo?

- Foro de São Paulo? Ora, não existe isso, é pura invenção de alguns caluniadores, como esse tal de Olavo de Carvalho e essa Graça Salgueiro, que não têm outra coisa a fazer na vida a não ser falar mal do povo cubano.

- Mas o Sr. ano passado participou de uma reunião do Foro, em São Paulo, lembra?

- Não me lembro, porque eu participo de tantos fóruns, em São Paulo, em Caracas, em Buenos Aires, em Havana, em Damasco, em Trípoli, em Pequim, em La Paz de meu dileto amigo Evo Morales. Como eu iria me lembrar de um deles, unzinho apenas, logo em São Paulo, para onde viajo toda semana?

- Presidente, o caso Larry Rohter está superado?

- Já, já está superado. Como não pude expulsar o gringo mentiroso, que é casado com uma brasileira, eu tomei um porre de uísque e esqueci tudo!

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