quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

UNE: Organização-pelego, de Getúlio a Lula

Félix Maier

2/9/2005

A União Nacional dos Estudantes (UNE), tropa de choque do governo Lula, é co-irmã de outras falanges totalitárias atuantes no Brasil, como o MST e a CUT. Todos esses onagros vermelhos prosperam com farto dinheiro público, seja por meio da bilionária verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), seja por desvios de verbas de estatais, como os Correios e a Petrobrás, ou do próprio erário. Por isso, não deveria causar nenhuma estranheza quando as três bocarras desse cérbero socialista grunhiram na Esplanada dos Ministérios para um “protesto a favor” do principal responsável pelas falcatruas que há mais de 3 anos atormentam a nação: o presidente Lula.

Para conhecer melhor a UNE e, desta forma, colaborar com a Memória do Movimento Estudantil, nada melhor do que acompanhar a trajetória deste onagro vermelho.

Durante o 2º Congresso Nacional de Estudantes, realizado em 1938, foi feita a proposta de criação da UNE, que teve sua 1ª Diretoria eleita em 1939.

Inicialmente, a UNE era apolítica. Entre 1940 e 1943, mobilizou a opinião pública e o Governo para participar da II Guerra Mundial contra o nazifascismo. Era tutelada pela ditadura Vargas e funcionava em uma sala do Ministério da Educação.

A partir de 1943, começa a insurreição, com comunistas e democratas lutando contra a ditadura getulista. A partir de 1959, aprofunda-se a marxização da UNE; nos anos 60, as organizações que dividiam as massas operárias, além da UNE, eram a JUC, o PC (que atuava através de seus diretórios estudantis), a Política Operária (POLOP) e a Quarta Internacional. Eram todos de esquerda, com dosagens diversas de ideologia marxista. O Partido de Representação Acadêmica (PRA), criado na Faculdade de Direito da USP, era considerado de Direita.

Também nos anos 60, dá-se o encontro ideológico, reunindo a JUC, a Esquerda Católica e o Esquerdismo marxista. A Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) desempenhou papel importante na agitação estudantil e no processo de marxização da Universidade. “Onde o professor é de tempo parcial, como na maioria da América Latina, a tendência dos estudantes é dar mais atenção a preocupações não acadêmicas, inclusive políticas”. (Seymor Martins Lipset, University Students and Politics in Underdeveloped Countries, in Minerva, Vol. III, nº 1, 1964, pg. 38-39).

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6003&cat=Ensaios&vinda=S

Raça e inteligência

Félix Maier

16/09/2004

Eu escrevi um artigo em Usina de Letras, Falácias do racismo, e alguns questionaram minha posição, dizendo que o estudo do genoma humano havia comprovado que existe uma diferença genética entre as raças.

Posso até concordar que haja ligeira diferença entre brancos e pretos, do ponto de vista genético, porém isso não deve ser fator preponderante para um maior ou um menor grau de INTELIGÊNCIA do ser humano, como muitos argumentam, apresentando a evoluída Europa frente à atrasada África como exemplo. Na média, a inteligência de um branco não difere da de um preto. Ou de um amarelo. Cansei de conhecer pessoas negras sem nenhuma instrução, porém possuidoras de uma sagacidade e inteligência estupendas. E brancos burros como uma porta. Você mesmo, leitor branco, já deve estar cansado de ouvir “se esse negrinho tivesse estudo”...

Não se deve confundir INTELIGÊNCIA com CONHECIMENTO. A inteligência humana está em toda parte, praticamente no mesmo nível, independente da cor da pele. O que faz a diferença entre uma raça e outra é a CULTURA, que é tanto mais avançada quanto maior for o CONHECIMENTO difundido entre a população, especialmente sua elite. Inegavelmente, existe uma colossal diferença entre uma batucada do Timbalada e uma sinfonia de Beethoven. Que é fruto da CULTURA (meio musical), do CONHECIMENTO (teoria musical), não da INTELIGÊNCIA (cérebro). Da mesma forma, não existe um branco sequer que consegue compor blues tão lindos quanto os negros norte-americanos. Existirá branco capaz de superar a arte de Pelé, o rei do futebol? E qual o branco brasileiro que consegue fazer canções populares mais lindas do que as compostas pelo negro Gilberto Gil?

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=33359&cat=Artigos&vinda=S

O tango do crioulo doido

Félix Maier

26/04/2005

Já passou da hora de brasileiros e argentinos descerem das árvores, onde pulam e grunhem todos como verdadeiros macaquitos.


O Brasil passou a ter, nas últimas semanas, um novo herói: Grafite. O atacante do São Paulo passou a ser paparicado pela mídia, participa de todas as entrevistas futebolísticas, concede autógrafos, enfim, tornou-se a mais nova estrela nacional e internacional da luta contra o racismo nos estádios de futebol. Tudo por conta de um insulto recebido de um jogador argentino durante uma caliente partida de futebol válida pela Libertadores das Américas.

O problema dos argentinos, todos sabemos, é se considerarem mais europeus que os próprios europeus. Mesmo tendo cara de índio, como Maradona, o argentino típico se considera um verdadeiro lorde inglês. Desde longa data, os brasileiros são chamados de macaquitos, inclusive em manchetes de jornais portenhos.

O insulto proferido pelo jogador argentino, chamando o negro Grafite de "negro de merda", não passa de insulto e assim deveria ser tratado. Enquadrar o lastimável episódio como racista não passa de um tango do crioulo doido. O insulto foi dito por um desbocado que deveria ser suspenso de jogar futebol durante uns 90 dias e pagar uma boa multa. Algemar o "branco de merda" e jogá-lo no xilindró por ter xingado o brasileiro não passou de mais um espalhafatoso espetáculo circense da atual onda do politicamente correto, melhor dizendo, do modo politicamente besta de pensar.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=3949

Correio Braziliense: central da desinformação

Félix Maier

20/11/2004

Se o Zé Viegas, que frequentou um Colégio Militar, se mostra tão ignorante frente aos recentes fatos históricos nacionais, o que esperar de José Alencar, o mineiro come-quieto que reclama dos juros altos e que só entende de roda de fiar algodão?


O Correio Braziliense, até pouco tempo atrás, era conhecido em Brasília como “Diário Oficial do PT”. Eram os vigorosos tempos petistas de Ricardo Noblat, diretor de redação, Rudolfo Lago, Valéria Blanc - que mais tarde se tornaria “aspone” de comunicação do Ministro Viegas e seus golden boys. Depois do fatídico 11 de setembro, até artigo do terrorista Fidel Castro investindo contra o terrorismo apareceu nas páginas do Correio… O auge da sem-vergonhice ocorreu durante as eleições para governador do DF, em 2002, ocasião em que Joaquim Roriz, então candidato à reeleição, passou a sofrer toda sorte de acusações e calúnias por parte da tropa de choque de Noblat. Uma eleição que parecia estar ganha para Roriz já no primeiro turno foi para o segundo turno por obra exclusiva do jornal-panfleto.

A orientação política do Correio era tão descarada que toda sua diretoria foi substituída por exigência da cúpula dos Associados, proprietários do jornal. O novo Diretor Presidente escolhido foi Álvaro Teixeira da Costa. O vice nomeado foi Ari Cunha, jornalista que havia sido colocado em banho-maria no Correio durante o reinado noblatista e que hoje assina a coluna diária “Visto, lido e ouvido”. Noblat foi demitido e em seu lugar hoje se encontra Josemar Gimenez.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=3348

Agronegócio ou kulak tropicalizado

Félix Maier

6/10/2004

Apesar do espantoso sucesso do agronegócio, uma nuvem negra e ameaçadora paira sobre as propriedades rurais brasileiras.

Uma das coisas que a República dos Companheiros mais se orgulha em apresentar na mídia é o atual sucesso das exportações brasileiras, que batem recordes em cima de recordes, aumentando ainda mais o superávit de nossa balança de pagamentos. O motor que move nosso comércio bilionário no exterior é turbinado pelo agronegócio - ou kulak tropicalizado, se preferirem -, que transformou vastas regiões atrasadas do interior em verdadeiras califórnias brasileiras.

A nova força brasileira, a que deu uma sobrevida ao Plano Real implantado por FHC e que adiou por um momento nossa falência econômica, é genuinamente caipira, canta música sertaneja, promove rodeios milionários em Barretos, e vem dos mais distantes rincões, de regiões que melhor representam o “Brasil profundo”.

Apesar deste espantoso sucesso, uma nuvem negra e ameaçadora paira sobre as propriedades rurais brasileiras, pronta para devorá-las até a última folha de soja: é a nuvem de gafanhotos formada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que promove atividades guerrilheiras e terroristas no campo às expensas do dinheiro público. Até quando conseguirão resistir nossos bravos kulaks tropicais?

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=3105

Desarmamento diminui a violência?

Félix Maier

10/09/2004

Se você não concorda com o embuste do desarmamento, pois até agora não foram desarmados os traficantes de armas e drogas, ou a bandidagem em geral, e sabe que não mora na Suíça, entregue apenas sua arma enferrujada aos jacobinos petistas.


Há mais de um ano, vemos na mídia a afirmação de que “o desarmamento diminui a violência”. Trata-se de um embuste, de uma expressão de pau (Cfr. em http://www.midiasemmascara.org/?p=2324), empurrada goela abaixo em toda a população brasileira que redundou na aprovação de uma criminosa e ineficiente Lei federal, que restringe ao máximo o uso de arma de fogo. Criminosa, porque expõe as pessoas de bem, desarmadas, à sanha dos bandidos. Ineficiente, porque não consegue desarmar os bandidos, pelo contrário, incentiva-os ao crime, por não haver, teoricamente, resistência da população que não pode mais se defender com uma arma na mão, nem dentro de casa.

Não é a arma de fogo, em si, que mata alguém. É o ser humano, que tanto pode matar com uma pistola, uma faca, um porrete, com qualquer coisa que tiver às mãos, inclusive estrangular alguém com os próprios dedos. Por acaso Caim matou Abel com uma arma de fogo?

A recente onda de assassinatos de mendigos em São Paulo, ironicamente, comprova minha argumentação: todos os mortos e feridos foram golpeados com barra de metal, pauladas e pontapés. Nenhuma arma de fogo foi utilizada.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2974

Mais sobre desarmamento, clique em http://www.bhservico.com.br/desarmamento.htm

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O PT ressuscitou o DOPS

Félix Maier

3/9/2004

O PT, que no passado satanizou o DOPS, ressuscitou o demônio. Para não amedrontar a população incauta, o DOPS da República dos Companheiros foi batizado com um pomposo nome de pau: Delegacia de Defesa Institucional. Pode parecer, à primeira vista, que o órgão se destina a defender as instituições. Porém, a única “instituição” que o DOPS “politicamente correto” defende é a instituição petista.

Para o amigo leitor conhecer um pouco sobre a história do recém-nascido “súcubo ideológico”, que poderá infernizar o sono de todos nós, transcrevo, abaixo, entrevista do jornalista José Nêumanne Pinto à Rádio Jovem Pan, a respeito da truculência feita pela polícia política do PT contra o economista Ubiratan Jorge Iorio, professor da UERJ:

- Locutor: Direto ao Assunto, comentarista José Nêumanne Pinto. Nêumanne, ainda existe uma polícia política funcionando em nossa democracia?

- Nêumanne: Um dos verdadeiros demônios da esquerda brasileira foi, ao longo de toda essa época da democracia da Nova República, o DOPS: o DOPS torturou, no DOPS trabalhou uma figura como Fleury, que é um verdadeiro Belzebu da esquerda armada, e há também o DOPS, uma delegacia de Ordem Política e Social na Polícia Federal, não apenas os DOPS estaduais.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2943

Nacionalismo e esquerdismo nas Forças Armadas

Félix Maier

26/10/2003

1 - Introdução

Como outras instituições da sociedade brasileira, as Forças Armadas também têm sofrido a influência da ideologia comunista desde que foi criado no Brasil, em 25 de março de 1922, o Partido Comunista-Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), que depois de 1934 passou a denominar-se Partido Comunista do Brasil e, em 1960, Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Desde então, os comunistas já tentaram tomar o poder no Brasil em três ocasiões: com a Intentona Comunista (1935); durante o Governo João Goulart (1961-64); e durante os "anos da matraca", que teve início em 1968, no auge da "Revolução Estudantil" que agitou todo o mundo Ocidental, e terminou em 1974, depois de um bem-sucedido trabalho repressivo das Forças de Segurança, com o desbaratamento dos grupos terroristas, atuantes principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e o fim da Guerrilha do Araguaia, ocorrida no Sul do Pará.

O nacionalismo nas Forças Armadas - mormente o do Exército -, por sua vez, confunde-se com os primeiros movimentos nativistas surgidos ainda na época do Brasil colônia, como a invasão holandesa em Pernambuco. Quanto à influência comunista nas Forças Armadas, pode-se acrescentar que sempre houve uma pregação do nacionalismo por parte das correntes esquerdistas, de modo a cooptar o sentimento patriótico dos militares. Foi assim em todas as ocasiões em que a esquerda tentou tomar o poder, sempre colocando o sentimento nacionalista do militar brasileiro - um sentimento, em si, justo e digno - contra a influência do "imperialismo" capitalista mundial, especialmente o norte-americano, tido pelas esquerdas como o maior entrave à soberania e ao desenvolvimento nacionais.

Leia o ensaio completo em http://www.rberga.kit.net/hp64/hp64/felix-3.html.

Ouça Grande Fantasia Triunfal Sobre o Hino Nacional Brasileiro em http://www.youtube.com/watch?v=3NiH1fTHZow

O Exército perdeu sua bússola

Félix Maier

25/08/2004

O Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), na Edição Especial do Dia do Soldado (25 de agosto), em encarte feito na Folha Dirigida, faz justa e digna homenagem ao maior de nossos soldados, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Nas 2ª e 3ª páginas do encarte, há as respectivas manchetes: "Ontem - defendendo a liberdade" e "Hoje - mantendo a paz".

Na 2ª página, há fotos que destacam a atuação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), desde o embarque do contingente, com destino à Itália, até a posição de tropas nas proximidades de Monte Castelo, patrulhamento de Montese, negociações para a rendição de uma Divisão alemã às tropas brasileiras e o desfile na Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, na volta vitoriosa dos pracinhas à Pátria.

Na 3ª página, há fotos de integrantes do Exército em Operações de Paz no exterior, patrocinadas pela ONU, assim como ações cívico-sociais internas e o trabalho dos batalhões de Engenharia de Construção, ajudando o Ministério dos Transportes na construção de rodovias e ferrovias.

O enfoque da 2ª página é altamente diplomático e político, pois não há como deixar de louvar a participação da FEB na luta mundial contra o nazifascismo, ainda que de uma maneira secundária, proporcional à força de seu minguado contingente. É o tipo de abordagem que não suscita nenhum tipo de refutação.


Porém, ao imprimir a manchete "Ontem - defendendo a liberdade", muito mais pertinente seria o Exército mostrar ao País sua participação direta, contundente, crucial e vitoriosa em uma luta mais recente, aqui dentro do território nacional, não no teatro-de-operações europeu: a luta contra o comunismo durante o auge da Guerra Fria.

Veja texto completo em http://www.doutrina.linear.nom.br/artigos/Novo/O%20Ex%E9rcito%20perdeu%20sua%20b%FAssola.htm

Os novos bobos da corte

Félix Maier

6/7/2004

Temas interessantes, como as centenas de gafes cometidas por Lula, que mandou Napoleão à China, que disse que sua mãe nasceu analfabeta e, recentemente, que a Bolívia não faz fronteira com o Brasil, são sempre olimpicamente escondidas por Cecê.


Luís Fernando Veríssimo, que assina LFV, mas que bem poderia rubricar Éle Éfe em seus escritos, e Chico Caruso, que passarei a chamar de Cecê, são dois grandes humoristas. Mordazes, são daqueles tipos que perdem o amigo mas não a piada. Nem por nada que os livros de “crômicas” (crônicas cômicas) de Éle Éfe estão entre os mais vendidos no Brasil. Éle Éfe é o best-seller número um, superando inclusive Paulo Coelho. Cecê é velhíssimo chargista de O Globo. Dispensa comentários. O problema dos dois é que…

No dia 12 de setembro de 1995, eu escrevi uma carta ao Jornal do Brasil, que dizia o seguinte:

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2644#more-2644

Pablo Neruda 100 anos

Félix Maier

12/07/2004

Neruda mistura nomes de libertadores do século XIX com líderes do comunismo que promoveram a carnificina de milhões de seres humanos no século XX.

O poeta chileno Pablo Neruda completaria hoje 100 anos se ainda vivo fosse. Nasceu com o nome de Neftalí Ricardo Reyes, em Parral, no dia 12 de julho de 1904, e faleceu em Santiago em 23 de setembro de 1973.

Filho de ferroviário, passou sua infância no sul do Chile, na região dos grandes lagos, a caminho da Patagônia. Elegeu os índios macuches como seus inspiradores ancestrais. Depois de cursar a Universidade do Chile, onde estudou francês durante dois anos no Instituto Pedagógico, ingressou na carreira diplomática. Como estudante, participou ativamente de manifestações ideológicas e artísticas, época em que começou a escrever as primeiras poesias.

Depois de levar uma surra do pai, que não queria vê-lo poeta, adota o pseudônimo de Pablo Neruda, em homenagem ao escritor tcheco Jan Neruda.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2675#more-2675

Limpeza demográfica

Félix Maier

8/2/2001

Nos últimos anos, tornou-se comum o uso da expressão “limpeza étnica” para designar a perseguição contra muçulmanos promovida pelo então Presidente Milosevic, da Iugoslávia, especialmente contra os muçulmanos da Bósnia-Herzegovina e, mais recentemente, do Kosovo.

Na verdade, não foi propriamente uma perseguição do tipo nazista contra um determinado povo, contra uma determinada etnia. Milosevic, após a guerra fria, pretendia manter unida toda a antiga Iugoslávia, composta por seis nações e duas províncias, federação reunida e mantida a mão de ferro pelo regime comunista do Marechal Tito, que se manteve independente de Moscou com seu peculiar sistema de “co-gestão” instituído nas unidades produtoras do país.

Quando a União Soviética se desintegrou, acarretando inicialmente a independência dos países bálticos, em seguida a da Ucrânia e de outros estados da antiga União, alguns Estados federados da Iugoslávia seguiram a mesma tendência desse efeito dominó, começando pela Eslovênia, depois a Croácia, e prosseguindo com a Bósnia-Herzegovina e, mais recentemente, a província do Kosovo. Como na Bósnia e no Kosovo as populações são de maioria muçulmana, e como a Iugoslávia empreendeu campanhas contra estes países, perseguindo e matando a população que lutava pela independência, como ocorre em qualquer guerra desse tipo, começou-se a falar em “limpeza étnica”.

Seria então também uma “limpeza étnica”, se o Governo brasileiro empreendesse, por exemplo, uma campanha militar contra um hipotético Rio Grande do Sul revolucionário, que lutasse pela sua independência, somente pelo fato de a maior parte de sua população ser de origem italiana e alemã?

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=625&cat=Ensaios&vinda=S

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

HFA na UTI

Félix Maier

5/9/2003

Inaugurado em 1972, durante o saudoso Governo Médici, o Hospital das Forças Armadas (HFA) já chegou a ser o melhor hospital militar da América Latina. Contudo, com o correr dos anos, o Hospital foi perdendo sua finalidade inicial, que era atender exclusivamente militares e seus dependentes, e passou a fazer convênios a torto e direito com várias entidades, ao mesmo tempo em que foi perdendo sua qualidade.

Segundo afirmou um antigo Vice-Diretor do HFA, a antiga excelência de atendimento do HFA devia-se a bons salários pagos a médicos civis, em média recebendo o dobro do que recebiam os colegas em instituições similares. Como se sabe, a alta rotatividade de médicos militares, transferidos continuamente a outros hospitais, a trabalho, ou saindo para fazer os cursos necessários à ascensão profissional, impedem que se crie uma equipe médica de alto nível em qualquer hospital militar. Para evitar que isso ocorresse com o HFA, foram contratados médicos civis de qualidade, muito menos propensos a afastamentos da cidade do que os militares. Assim, foi-se criando um corpo médico de primeira linha, colocando o Hospital entre os melhores do País.

Veja texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3766&cat=Ensaios&vinda=S, onde está transcrita uma carta recebida do brigadeiro Emanuel Augusto de Oliveira Serrano, então presidente da Associação dos Amigos do HFA (ASAHFA).

O texto também foi publicado no Mídia Sem Máscara - http://www.midiasemmascara.org/?p=1517.

Lula gatuna recursos dos hospitais militares

Félix Maier

23/04/2004

Como Lula Boeing da Silva operou seu terçol no Hospital Geral de Brasília (HGeB), que pertence ao Exército, eu pergunto:

Lula é militar? Contribui para o Fundo de Saúde do Exército (FUSEX)? Se não contribui, por que teria direito a usufruir de um serviço pelo qual não paga nenhum centavo?

Tá bem, Lula Boeing é o Comandante-em-Chefe das FA (e do MST), tem lá algum direito, embora nem reservista seja, ao que eu saiba. Se até o facínora Fernandinho Beira-Mar teve atendimento VIP no HFA, por que o Comandante não poderia ser atendido no HGeB?

Veja texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=30817&cat=Artigos&vinda=S

Que saudade de Médici!

Félix Maier

15/03/2004

Que saudade de Médici!

Havia emprego para todos os brasileiros!

O Brasil crescia mais de 10% ao ano!

Mais de 80% do povo aprovava o Governo!

Médici era ovacionado quando comparecia a jogos no Maracanã, com público superior a 100 mil pessoas em qualquer clássico, com segurança absoluta aos torcedores, a Polícia do Exército sendo respeitada e guardando, inclusive, o anel no alto do Estádio Mário Filho, onde ficam os holofotes!

Que saudade de Médici!

Claro, havia gente que passava dificuldade: os terroristas. Esses eram caçados como convém que sejam caçados os assassinos. O Governo Médici não fazia mais do que seu dever ao limpar as ruas de grupos tenebrosos como MR-8, ALN, VPR-Palmares, Molipo e outros "clubes de tiro e de dinamite" dos Genoínos, Zés Dirceus, Gabeiras e demais chefetes do inferno.

O Brasil de Médici andava azeitado, tinindo, o sorriso estampado no rosto de felizes brasileiros empregados. Mentira? Está lá, nas páginas 26 e 27 do livro "Ditadura Derrotada", de Élio "Parmesão" Gáspari:

"A ditadura estava no seu oitavo ano, no terceiro general. Medici cavalgava popularidade, progresso e desempenho. Uma pesquisa do IBOPE realizada em julho de 1971 atribuira-lhe 82% de aprovação. Em 1972 a economia cresceria 11,9%, a maior taxa de todos os tempos. Era o quinto ano consecutivo de crescimento superior a 9%. A renda per capita dos brasileiros aumentara 50%.

Pela primeira vez na história as exportações de produtos industrializados ultrapassara 1 bilhão de dólares. Duplicara a produção de aço e o consumo de energia, triplicara a de veículos, quadruplicara a de navios. A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro tivera em agosto uma rentabilidade de 9,4%. Vivia-se um regime de pleno emprego.

No eixo Rio-São Paulo executivos ganhavam mais que seus similares americanos ou europeus. Kombis das empresas de construção civil recrutavam mão de obra no ABC paulista com altos falantes oferecendo bons salários e conforto nos alojamentos. Um metalúrgico parcimonioso ganhava o bastante para comprar um fusca novo. Em apenas dois anos os brasileiros com automóvel passaram de 9% para 12% da população e as casas com televisão de 24% para 34%.

O Secretário do Tesouro americano, John Connally, dissera que 'os EUA bem poderiam olhar para o exemplo brasileiro, de modo a pôr em ordem a sua economia' ".

Que saudade de Médici!

Internacional Islamita do Terror

Félix Maier

15/03/2004

A Internacional Islamita do Terror congrega movimentos islâmicos armados em todas as partes do mundo, destacando-se: o al-Qaeda de Osama bin Laden; o al-Qods iraniano; o Hezbollah Internacional (iraniano, criado em 1996); o ISI paquistanês; a PIO (Organização Popular Internacional), criada em Cartum em 1991 e liderada pelo xeque Turabi; a Jihad Islâmica do Egito (ligada a Osama bin Laden, participou do assassinato do presidente do Egito, Anwar al-Sadat); Abu Sayyaf (organização terrorista das Filipinas); o Comitê de Defesa dos Direitos Legítimos (com sede em Londres); o al-Jamaah al-Islamiyah (do xeque Omar Abdul Rahman (preso nos EUA, acusado do primeiro atentado contra o WTC, em Nova York, em 1993); a VEVAK (inteligência iraniana); o Grupo de Justiça Internacional (nome de cobertura adotado por agentes de segurança e inteligência treinados pelos iranianos e liderados por Ayman al-Zawahiri, no atentado contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak, em 1995); o Exército de Maomé; o Exército Islâmico para a Libertação de Lugares Sagrados (IALHP) – Muqamat-i-Muqadassa (lugares sagrados); a Frente Mundial Islâmica para a Jihad contra Judeus e Cruzados; o Cisma Vermelho.

Em 1996, o príncipe Salman, da Arábia Saudita, mantinha contatos clandestinos com bin Laden em nome de Riad, para canalizar apoio saudita para as jihads islamitas em todo o mundo “A abordagem de Riad era cínica e pragmática – melhor manter os militantes islamitas sauditas e ‘afegãos’ envolvidos com jihads distantes, mesmo às expensas de Riad, que tê-los de volta agitando a população” (Bin Laden, pg. 220). A luta interna, pela sucessão ao trono do Rei Fahd, envolve os príncipes Abdullah, Sultan e Salman (da facção Salman-Nayif). Na explosão do caminhão-bomba em Dhahran, em 1996, houve envolvimento do príncipe Abdullah, junto com a Síria e o Irã, para mostrar quem é o mais forte. Na verdade, o exagero da explosão foi um recado do Irã a Riad, para mostrar que, “por direito”, o Irã era a maior força da região, podendo ocasionar grandes estragos caso seus interesses fossem contrariados. Na mesma época, uma rede xiita de base saudita, com apoio do Hizbollah e do VEVAK, contruiu pequena bomba no leste da Arábia Saudita e a levou a Manama, Bahrein, onde foi explodida perto do Hotel Vendôme. Na Grande Damasco há casas-fortes da Inteligência síria para cursos de espionagem de campo e segurança operacional.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=29961&cat=Artigos&vinda=S

Trilogia suja de Havana

Félix Maier

10/03/2004

Aproveitei as últimas férias – um pleonasmo, já que aposentado está em férias permanentes... – para ler alguns livros (e reler Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski): A Obsessão Antiamericana, de Jean-François Revel; Egito – um olhar amoroso, de Robert Solé (livro que pedi e recebi de meu amigo oculto); Tiranos – de Hitler a Pol Pot, de Antonio Ghirelli (o autor incluiu Franco e Pinochet na lista, mas omitiu Fidel Castro; por que será?); As Seis Lições, de Ludwig von Mises (sobre capitalismo, socialismo, intervencionismo, inflação, investimento estrangeiro e política e idéias); Politicamente Corretíssimos, de Ipojuca Pontes. E, emprestado por um amigo, li Trilogia suja de Havana (Companhia das Letras, São Paulo, 1999, com tradução de José Rubens Siqueira), do escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez. É sobre este último livro que farei alguns comentários e algumas transcrições.

Trilogía sucia de La Habana – nome do título original (1998) – é um livro de crônicas dividido em três partes – daí o nome de “trilogia”:

1) Ancorado em Terra de Ninguém – 22 crônicas, pg. 9 a 122;
2) Nada a Fazer – 18 crônicas, pg. 123 a 215 – Havana, 26 Mar – 4 Nov 1995; e
3) Sabor a Mí – 20 crônicas, pg. 216 a 358 – Havana, Abr – Out 1997.

Nessa obra densa e polêmica, em estilo grosso e curto, Gutiérrez desenha um formidável painel sobre a Cuba atual, destroçada por 45 anos de tirania comunista. Sem atacar diretamente Fidel Castro e seu regime comunista, as simples descrições do que é um típico dia-a-dia cubano vale por mil teses acadêmicas que porventura já tenham sido escritas sobre a “Ilha do Dr. Castro” – desde que não feita pela esquerda. Quem não usufrui diretamente do poder em Cuba, nem consegue abocanhar algumas migalhas deixadas sob a mesa pelo apparatchiks caribenho, tem como única saída a busca frenética pela comida diária, a qualquer preço, para literalmente não morrer de fome.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=29816&cat=Artigos&vinda=S

Sobre síndromes

Félix Maier

15/06/2004

O que vem a ser “síndrome”? Busquemos uma definição sucinta, sem a ajuda da “língua de pau” (1) de médicos, psicanalistas, psicólogos e palpiteiros, utilizando um simples dicionário:

“Síndrome, s. f. (gr. sundrome). 1. Conjunto de sintomas que se apresentam numa doença e que a caracterizam. 2. Grupo de coisas concorrentes. 3. Concorrência de condições e resultados; conjuntura: Síndrome social, econômica, política – S. de Banti: o mesmo que doença de Banti. S. de Cushing: o mesmo que doença de Cushing” (in Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, da Encyclopaedia Britannica do Brasil, Companhia Melhoramentos de São Paulo, 13ª Edição, 1994, pg. 1604).

No sentido de “conjuntura”, como poderíamos chamar o atual estágio econômico brasileiro, que é uma mistura de pré-capitalismo com estatismo, socialismo, peleguismo, assistencialismo e corrupção, situação agravada com a recém-inaugurada República dos Companheiros e seus 20 mil gafanhotos empossados em cargos de confiança? Síndrome de Macunaíma?

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4797&cat=Ensaios&vinda=S

Sobre o racismo

Félix Maier

9/6/2004

A Teoria popular das raças foi desenvolvida pelo filósofo Johann Gottfried Herder (1744-1803), que mais tarde foi transformada em várias teorias raciais e no conceito ariano de superioridade racial alemã de Hitler.

O diplomata francês Joseph-Arthur, Conde de Gobineau, foi um dos outros precursores do racismo, no século XIX, ao escrever seu Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas (1853-1855). Suas teorias sobre o ariano como raça pura levou ao anti-semitismo nazista. Para Gobineau, a raça humana branca é superior à negra e à amarela, e na raça branca haveria ainda seres superiores, como os de sangue ariano, "raça pura descendente dos deuses", entre os quais não houve jamais mestiçagem. Gobineau “via a degeneração ocorrendo quando as pessoas se cansam e as sociedades não mais sustentam os valores outrora sustentados. Misturar sangue é uma fonte de degeneração, muito embora, paradoxalmente, Gobineau admitisse que isso também pode ser uma fonte de vigor” (in George Eliot, pg. 134) (1). Alfred Rosenberg foi o “filósofo” racial do movimento nazista.

A frenologia, pseudociência favorita do século XIX, tentava identificar o caráter de uma pessoa por meio da forma da cabeça e das saliências cranianas. Na Inglaterra, George Combe estudou crânios das pessoas, especialmente crianças, para “educá-las melhor”.

Leia texto integral em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4778&cat=Ensaios&vinda=S

sábado, 27 de dezembro de 2008

Raul Gil e sua usina de cantores


Félix Maier

1/12/2005

O ano de 2001 havia começado péssimo, com os "trenzinhos" funks dos bailes cariocas sendo apresentados em nossa TV. Um tapinha não dói, Dominado, tá tudo dominado eram os hit parades da ocasião. Mas aquele ano acabou ótimo, ao menos na TV Record, com o Programa de Calouros Raul Gil, apresentado aos sábados, que nos brindou com belas surpresas, como o cantor gospel Robinson Monteiro, o tenor Rinaldo Viana e a soprano Liriel Domiciano (foto com Raul Gil). O primeiro disco desse dueto lírico, Romance, produzido pela Warner, foi encantador, com músicas escolhidas a dedo, entre o lírico (Con Te Partiro, Canto Della Terra, Adágio), o popular (Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer, de Moacyr Franco) e um bônus natalino (Panis Anelicus, Adeste Fidelis e Noite Feliz), por ter sido lançado às vésperas do Natal. Além desse trio de cantores citados, os primeiros “calouros” a serem contratados por uma gravadora, havia uma constelação de estrelas de ótimo nível, como André Leono, Alexandre Arez, Érika Rodrigues, Leila Moreno e Kelly Moore, que também acabaram gravando seus CDs, pela Luar Music, um selo criado pelo próprio Raul Gil e seu filho, Raul Gil Júnior, produtor do Programa (Luar é Raul ao contrário).

Robinson logo arranjou um fã-clube, era apelidado de “anjinho”, devido a seus cabelos louros encaracolados, contrariando a previsão da revistona dos Civita (Óia), a qual, numa rápida reportagem, havia dito que os fãs de Robinson eram compostos por “meia dúzia de cretinos”: seu CD Anjo vendeu em torno de 1 milhão de cópias. E mais teria vendido, se não fosse a pirataria, uma vergonha nacional. Rinaldo e Liriel passaram a ser os pontos altos do Programa, que se tornou líder de audiência durante meses, desbancando muitas vezes o futebol do Brasileirão, apresentado na Globo. Raul Gil recebeu homenagem na Câmara dos Deputados, por levar ao ar um programa sem baixaria, onde toda a família podia assistir sem sobressaltos, sem ver crianças dançando em cima de “bocas de garrafas”, e ganhou da Câmara um microfone banhado em ouro que ostenta em seus programas até os dias de hoje.

A respeito do assunto, eu escrevi no final de 2001 um artigo para Usina de Letras, chamado Usina de Cantores (http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4575&cat=Artigos), enviando uma cópia para Raul Gil. Coincidência ou não, em 2002, Raul Gil lançou “Usina de Talentos” no seu quadro de calouros, sem me pagar royalties...

Leia texto completo em http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1769

Veja a performance de Liriel Domiciano cantando Over the Rainbow (Além do Arco-Íris), de O Mágico de Oz, no Coral do Tabernáculo Mórmon, de Boston, EUA, em http://ninhoemchamas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html. O site oficial de Liriel é http://www.liriel.com.br/. Veja a primeira apresentação de Liriel, como caloura do Raul Gil, cantando Con Te Partiró, em http://www.youtube.com/watch?v=jRi82WqF0hg

Saiba mais sobre as apresentações do Coral Mórmon clicando em http://www.youtube.com/view_play_list?p=A1F5E5ED962CEF8A

Lula vai à TV Lumumba

Félix Maier

16/11/2005

Dia 3 de outubro de 2005, a TV Lumumba havia entrevistado Hugo Chávez (http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4217), um dos líderes do Foro de São Paulo, o onagro vermelho que não ousa dizer seu nome e que vem a ser a 2ª geração da OLAS de Fidel Castro. Dia 7 de novembro, para comemorar os 19 anos de existência e 1000º programa do Roda Viva, a TV Lumumba realizou o Roda Viva Especial, convidando o presidente Lula “obrigado, Fidel, por você continuar existindo” da Silva para ser entrevistado por alguns dos antigos “lumumbas” (1) que já haviam dirigido o programa hoje nas mãos de Paulo Markun.

Lula concedeu a entrevista (2) na Sala de Audiências, localizada no 3º andar do Palácio do Planalto, e, assim, teve mais sorte do que Chávez, que girou no Roda Viva mais que dervixe rodopiante, para responder as perguntas de jornalistas e “intelectuais” distribuídos em círculo, ao seu redor.

Antes de os convidados fazerem perguntas a Lula, Markun fez uma rápida retrospectiva do Roda Viva, lembrando as personalidades que já passaram pelo programa, como Ermírio de Morais, Brizola, Fernando Collor, Pedro Collor, Zélia Cardoso de Mello, Prestes, Fidel Castro, Ayrton Senna, Jô Soares, Gilberto Gil, Chávez e outros, além do próprio Lula.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6405&cat=Ensaios&vinda=S

Apolônio de Carvalho, o general de Stálin

Félix Maier

28/09/2005

A exaltação de Apolônio de Carvalho deveria ser motivo para protesto de toda a nação, mas torna-se nova oportunidade para as esquerdas elegerem mais um facínora ao posto de herói nacional.

Morreu dia 23 de setembro, aos 93 anos, Apolônio de Carvalho, um dos mais antigos comunistas brasileiros. Apolônio foi um dos fundadores do PT e tornou-se um símbolo para as esquerdas, especialmente por ter lutado ao lado de Stálin na Guerra Civil Espanhola.

No início do governo Lula, uma proposta indecente defendida pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, causou mal-estar ao Exército. É que, além de Apolônio ser reintegrado ao Exército e receber uma pensão mensal de R$ 8.000,00, a título de anistiado político, Bastos pretendia promovê-lo a general-de-brigada. Apesar da insanidade do ministro, o Jornal do Brasil grafou em manchetes garrafais: “O Exército foi grosseiro!” (15/12/2003). Ninguém duvide de que a desfaçatez não seja retomada em breve, para promoção post mortem do “general” de Stálin, pois, como todos sabem, “o brasileiro (petista) não desiste nunca”…

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=4466

Obs.: O Wikipédia tem um link para este artigo - Cfr. em http://pt.wikipedia.org/wiki/Apol%C3%B4nio_de_Carvalho

Guerra Civil Espanhola

Félix Maier

05/10/2005

Preâmbulo

Apolônio de Carvalho está sendo endeusado pela mídia esquerdista como o "herói de 3 pátrias". Ocorre que o recém-falecido comunista não passa de um "traidor de 2 mundos", por ter tentado transformar o Brasil e a Espanha em países comunistas. No Brasil, participou da Intentona Comunista, em 1935, a soldo de Moscou, quando militares foram friamente assassinados enquanto dormiam em seus alojamentos. Na Espanha, lutou ao lado de Stalin, quando os comunistas aproveitaram para massacrar também os anarquistas e os poumistas. Tal crime conseguiu na época ser ofuscado pelas bombas nazistas lançadas sobre Guernica, fato magistralmente utilizado pela propaganda comunista.

Nada mais é preciso dizer sobre o “traidor de dois mundos” que o ministro Márcio Thomaz Bastos quis promover a general, ainda que o filme “Vale a Pena Sonhar”, de Stela Grisitti e Rudi Bohm, apresentado pela TV Lumumba de Paulo Markun (TV Educativa) no dia 30 de setembro, enalteça o facínora.

O Papa João Paulo II beatificou 471 mártires, todos assassinados pelos “generais” e pelos “soldados” de Stálin, como Apolônio de Carvalho , o mais novo “herói” brasileiro (leia (http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4137).

Enfim, defender o comunismo, o nazismo e o fascismo não passa de coisa de idiota ou de criminoso. Tertium non datur!

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6201&cat=Ensaios&vinda=S

Reis, rainhas e drag queens...

Félix Maier

11/07/2003

Nos tempos modernos em que vivemos, é difícil existir um Governo “Real”, como o de sua Majestade “Rainha” Elizabeth, do Reino Unido. Porém, se na política a “realeza” anda em baixa, na vida prática ela sempre esteve em evidência, provando que, no fundo, todos nós gostaríamos de ter um pouco de sangue azul, de nos sentir “reis” ou “rainhas” – ainda que alguns prefiram ser “drag queens”...

Vejamos. Quando queremos destacar alguém, logo o chamamos de “rei”. Assim, temos o “rei” do futebol, Pelé, o “rei” do rock, Elvis Presley, o “rei” do baseado, Jimmy Hendrix. Milene, mulher do “fenômeno” Ronaldo, é a “rainha” das embaixadas – não a do circuito Elizabeth Arden, a da bola mesmo. A lista é longa: só no Brasil temos muitos “reinados” se destacando: “rei” do café, “rei” da soja, “rei” do suco de laranja, “rei” do açúcar, “rei” do álcool, “rei” do aço.

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TV Lumumba entrevista Hugo Chávez

Félix Maier

19/10/2005

Dia 3 de outubro deste venturoso Annus Lulae 3, a TV Lumumba de Paulo Markun entrevistou, em seu "Roda Viva", Hugo Chávez, presidente da República Bolivariana da Venezuela.

Ultimamente, Chávez tem sido uma figura onisciente de todos os passos de Lula, seja no longínquo Nordeste, seja na Granja do Torto, quando fez uma visita-relâmpago a Lula por ocasião das denúncias da corrupção petista que originaram três CPIzzas, seja na eterna Roma dos césares, onde no dia 17 de outubro Lula recebeu a Medalha do Mérito Aftosa, entregue na sede da FAO (Fome de Angu Zero). Inicialmente, quando vi a rápida e fugidia figura de Chávez na entrega de mais um “diploma” a Lula na FAO, achei que se tratava de um caso concreto de “linguagem subliminar”, codificado pela programação neurolingüística, de que a TV tinha inserido, por conta própria, um quadro do tiranete da Venezuela no vídeo, rápido como um raio, para nos lembrar de seu poder de bilocação, normalmente só possível em pessoas santas. Porém, quando abri o jornal no dia seguinte, pude comprovar que o onipresente Chávez tinha efetivamente viajado a Roma...

Para os desavisados, esclareço que a TV Lumumba (*) é mais conhecida como TV Cultura de São Paulo. Chamo de Lumumba devido à ideologia esquerdizante que reina no onagro vermelho, que sempre enaltece facínoras como Prestes, Lamarca, Marighela e Apolônio, ao mesmo tempo em que sataniza presidentes competentes e sérios como Castello Branco e Emílio Garrastazu Médici, os melhores que tivemos depois de Juscelino.

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Não existe opção sexual

Félix Maier

22/06/2005

Não existe opção sexual, pois não se trata de uma escolha. Você não acorda de manhã, se olha no espelho e diz “hoje eu vou ser uma linda bichona”. Ou você é, ou não é bicha. Opção é você torcer pelo Flamengo, pelo Corinthians ou pelo Arapiraca. Da mesma forma, não existe orientação sexual, ao menos nos termos utilizados pelos homoeróticos. Orientação sexual é você aprender a usar a camisinha, para evitar a AIDS ou uma gravidez indesejada; é você ter noções básicas da atividade sexual humana, incluindo a reprodução.

O problema é que os homossexuais querem inventar uma outra raça, a raça do terceiro sexo, para poderem enquadrar como “racista” toda pessoa que não reze pela cartilha bichona ou sapatona. Uma bobagem total, pois sexos, existem apenas dois. O que ocorre é que há um desvio da atividade sexual em determinadas pessoas, que trocam a "polaridade" libidinosa, seja por motivo de algum tipo de trauma ou violência sofrida na infância (que pode ser revertida com assistência psicológica), seja por alguma determinação genética (o que dificilmente pode ser revertida).

Dirá o gay: é normal ser homossexual, pois ele existe, faz parte da natureza humana. É verdade. Da mesma forma, também é normal ser cleptomaníaco, pois há exemplos fartos em nossa sociedade, incluindo atrizes hollywoodianas. Também existem “na natureza” maníacos sexuais, serial killers, pedófilos etc. Esses exemplos provam que o homossexual não deve ser seguido (a tal “opção sexual”) nem perseguido (discriminado) pelo ser humano heterossexual, por tratar-se de uma exceção, não de uma regra.

Na verdade, o que anda por trás de toda essa babaquice dos gays ficarem "cheios de dedos" é a onda do politicamente besta em voga, a transgenia das palavras, a língua de pau que pretende riscar dos dicionários e da fala diária todas as palavras pretensamente ofensivas a determinados segmentos sociais – a exemplo da recente cartilha “politicamente correta” que o governo petista distribuiu para orientação do linguajar dos brasileiros, e que rapidamente Nilmário Miranda recolheu depois de levar um sabão monumental de João Ubaldo Ribeiro. Foi uma autêntica “baianada” dos “cabeças-chatas” da Secretaria de Direitos Humanos.

Evangélicos: futuros talibãs?

Félix Maier

07/10/2005

Recebi de Arthur de Lacerda, por e-mail, o seguinte texto:

“Mandei para a Folha de S. Paulo, que apóia a laicização do Estado:

A cruz no tribunal

É corretíssimo o movimento pela remoção dos símbolos teológicos das repartições públicas, como a cruz nos tribunais, face à laicidade do Estado, introduzida em 1890, pelos positivistas, discípulos de Augusto Comte, que sempre pugnaram pela separação entre a Igreja e o Estado. Este não deve privilegiar nenhum credo e não pode, portanto, exibir símbolos religiosos, independentemente de a maioria da população professar esta ou aquela religião, pois religião é assunto do foro íntimo e não da esfera dos poderes públicos. Nesta lógica, deve-se também remover os crucifixos das casas parlamentares, a expressão ‘Deus seja louvado’ do papel-moeda e os feriados religiosos, que constrangem os acatólicos a um ato de culto de uma religião que não professam.

Arthur Virmond de Lacerda Neto, advogado, de Curitiba”.


É natural que na semana que antecede as comemorações da festa de Nossa Senhora Aparecida apareçam pessoas querendo colocar Jesus Cristo e Nossa Senhora diante do tribunal. À medida que aumenta a intolerância contra os católicos, as ações dos causídicos positivistas e dos “bíblias” irão aparecer aos borbotões.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6212&cat=Ensaios&vinda=S

UNE: Organização-pelego, de Getúlio a Lula

Félix Maier

02/09/2005

A União Nacional dos Estudantes (UNE), tropa de choque do governo Lula, é co-irmã de outras falanges totalitárias atuantes no Brasil, como o MST e a CUT. Todos esses onagros vermelhos prosperam com farto dinheiro público, seja por meio da bilionária verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), seja por desvios de verbas de estatais, como os Correios e a Petrobrás, ou do próprio erário. Por isso, não deveria causar nenhuma estranheza quando as três bocarras desse cérbero socialista grunhiram na Esplanada dos Ministérios para um “protesto a favor” do principal responsável pelas falcatruas que há mais de 100 dias atormentam a nação: o presidente Lula.

Para conhecer melhor a UNE e, desta forma, colaborar com a Memória do Movimento Estudantil, nada melhor do que acompanhar a trajetória deste onagro vermelho.

Durante o 2º Congresso Nacional de Estudantes, realizado em 1938, foi feita a proposta de criação da UNE, que teve sua 1ª Diretoria eleita em 1939.

Inicialmente, a UNE era apolítica. Entre 1940 e 1943, mobilizou a opinião pública e o Governo para participar da II Guerra Mundial contra o nazifascismo. Era tutelada pela ditadura Vargas e funcionava em uma sala do Ministério da Educação.

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6003&cat=Ensaios&vinda=S

Leia, também, Ação Popular (AP), em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=35800&cat=Artigos&vinda=S

FBI: Um onagro franco-argelino-brasileiro

Félix Maier

25/11/2004

Paris, ah! Paris! Por que será que nossos socialistas gostam tanto de Paris? Além do mais é fácil ser comunista morando na Zona Sul do Rio, em frente à praia e tendo Mercedes Benz (com motorista) na garagem.

“Abram-se os arquivos!” – grita a mídia, sapo-boi que dirige a orquestra sapaína ouvida ultimamente, especialmente depois que a “barriga” do Correio Braziliense pariu um falso Herzog. “Abram-se os arquivos!” – exige um juiz de Guaratinguetá, SP, ecoando o coaxar da mídia. “Abram-se os arquivos!” – repete o Ministério Público, mais conhecido como “Petistério Público” e seus “procuradores de ossos” de guerrilheiros do Araguaia. “Abram-se os arquivos!” – coaxa o Movimento Tortura Nunca Mais, organização formada por antigos comunistas que se destaca pela patrulha ideológica no serviço público, pelo revanchismo contra os militares e pelo pedido de indenizações milionárias para seus kamaradas. Desde o sapo-boi até a mais insignificante perereca da vizinha, todos os sapos exigem uma rápida entrada nas tocas do lago turvo, para fuçar o que a mídia esquerdizóide convencionou chamar de “porões da ditadura”.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=3375

Tribunal Bertrand Russell: Um onagro (quase) esquecido

Félix Maier

19/10/2004

O Tribunal Bertrand Russell foi um organismo do Movimento Comunista Internacional, destinado a “julgar” os países que combatiam o comunismo, principalmente os sul-americanos.

“Socialism is dead, but Leviathan lives on” (O socialismo está morto, mas o seu espírito continua vivo). (James Buchanan)

O filósofo e matemático britânico Bertrand Russel (1872-1970), Prêmio Nobel de Literatura em 1950, autor de Why I am not a Christian (Por que não sou um Cristão), obra de 1936, era contra a Guerra do Vietnã, apoiou o movimento sufragista, o pacifismo e os direitos humanos.

Os “Apóstolos” eram um grupo de intelectuais, fundado em 1920 em Cambridge, Inglaterra, influenciados por Hobson (imperialismo) e Lenin, entre os quais se destacavam Keynes, Bertrand Russell, Roger Fry, Ludwig Wittgenstein, Leonard Woolf, Alfred Tennyson, Strachey, Wordsworth e Coleridge. “Ele (Bertrand Russel) foi sozinho para a Rússia, em 1920, encontrou-se com Lenin e denunciou o seu regime como ‘uma burocracia tirânica fechada, com um sistema de espionagem mais sofisticado e terrível do que o do Czar e com uma aristocracia tão insolente e insensível quanto’. (…) Embora (Russell) compartilhasse de seu (o dos “Apóstolos”) pacifismo, ateísmo, anti-imperialismo e das idéias gerais progressistas, desprezava a sua apatia pegajosa; o Grupo, por sua vez, o rejeitou” (Paul Johnson, in Tempos Modernos, pg. 140-1). (1)

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Escolas de Subversão e Espionagem

Félix Maier

18/02/2003

O “Sistema Echelon”

Fóruns mundiais, de várias tendências ideológicas, passaram a denunciar nos últimos anos a rede de espionagem cósmica, conhecida como “Sistema Echelon”.

O “Echelon” é um sistema ultra-secreto de vigilância e interceptação das comunicações em escala mundial, operado pela Agência Nacional de Segurança (NSA), dos EUA, que tem 20.000 servidores e um orçamento anual de US$ 10 bilhões. O “Sistema Echelon”, através de 120 satélites Vortex, pode interceptar todo tipo de comunicações que utilizam equipamentos eletrônicos (transmissões de telefonemas, faxes ou e-mail), enviadas por satélites, cabos submarinos ou Internet. Esta rede de espionagem política e econômica mundial envolve, ainda, países anglófonos, como Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O braço europeu do “Big Brother” é o Centro de Comunicações do Governo (GCHQ) britânico, que emprega 15.000 pessoas em missões de captação e análise de informações estrangeiras. O GCHQ tem uma dezena de centros no Reino Unido, além de estações de escuta em Gibraltar, Belize, Chipre, Oman, Turquia e Austrália.

Este sistema de espionagem global foi denunciado pelo Parlamento Europeu, em 1998. Os EUA são acusados de terem utilizado o Echelon para interceptar mensagens da França por ocasião da concorrência internacional para instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), vencida pela Raytheon, dos EUA; informações privilegiadas, obtidas através do Echelon, teriam feito a Airbus Industries perder um contrato para a Boeing e a McDouglas.

Porém, há uma outra história estupenda, esquecida pela grande mídia, do que foi a vasta rede de espionagem e subversão promovida por centros irradiadores da ideologia comunista, como a URSS, a China e Cuba, que veremos a seguir.

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Por que os petistas me adoram?

Félix Maier

24/09/2002

Nos últimos anos, tenho recebido muitas mensagens de militantes petistas, uns mais coléricos que outros, mas todos muito cientes de sua imensurável sabedoria e importância estratégica no cosmos, que suplanta mil anos-luz a de todos os seus críticos e opositores. Que não admite contraditório de espécie alguma, quando se trata da defesa da guerra santa chamada “causa petista”. Especialmente por eu demonstrar os diversos disfarces com que a liderança petista se apresenta em público, para cativar corações e mentes, além de insistir em um bordão que criei, a respeito do camaleão chamado “Lula-laite”.

É simples explicar isso. O militante petista – como tantos outros militantes – é um “torcedor” fanático de sua agremiação e de sua doutrina socialista. Qualquer torcedor da Fiel, do Corinthians, sabe o que isso significa. Não há lógica nenhuma nas atitudes que uma turba corinthiana toma quando seu time perde várias vezes seguido. O mesmo acontece com a Mancha Verde, do Palmeiras, quando há nove jogos não sabe o que é uma vitória. Na torcida, não há raciocínio. Apenas paixão. Logo pedem a cabeça do treinador, quando o problema está apenas no sofrível elenco que o time possui. Da mesma forma, o petista defende com unhas e dentes seus líderes de todo ataque, mesmo que esse “ataque” seja apenas a lembrança da mais recente maracutaia petista promovida em Porto Alegre, em São Paulo, em Santo André, em Brasília ou em algum minúsculo município perdido nos cafundós-do-judas. Os líderes da estrela vermelha (soviética, cubana ou maoísta), especialmente Lula-laite, devem ser defendidos de todas as maneiras pelos petistas, com paixão, destilando ódio contra os contestadores, mesmo quando são apenas lembradas as contradições mais elementares que eles tenham emitido em público.

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Távola Redonda: Nova fórmula de TQM

Félix Maier

1/4/2003

Um livro começa a fazer sucesso na Grã-Bretanha, Távola redonda – a nova fórmula de TQM. TQM significa, em inglês, “Administração da Qualidade Total”, o tal “5S” inventado pelos japoneses (na verdade, foi um americano), e copiado mundo afora, com algumas adaptações aqui e acolá.

Escrito pelo inglês Johnny A. F. D. Walker, PhD em Economia pela Universidade de Oxford, Reino Unido, a idéia de gerenciamento nas empresas ele tirou, isso mesmo, de seu conterrâneo Rei Artur e seus cavaleiros da Távola Redonda.

Analisando a proposta de Walker, observa-se que é uma idéia muito simples, pelo menos depois que ele conseguiu ver uma coisa tão simples, provando mais uma vez que as proposições revolucionárias não precisam ser necessariamente sofisticadas para surtir um efeito revolucionário. A seu modo, sem eu querer citar Stephen Hawking, o Dr. Walker descobriu o seu “buraco de minhoca” para mais rapidamente chegar aos objetivos propostos em seu livro – o aperfeiçoamento da TQM nas empresas.

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Um Boeing cai a cada 36 horas

Félix Maier

04/11/2004

Calma, passageiros aéreos. A aviação é ainda o transporte mais seguro do mundo. Não cai um Boeing a cada 36 horas. Porém, ocorrem, em média, 213 mortes em cada 1000 km das estradas brasileiras, a cada ano, enquanto que na Itália esse número é de 21, nos EUA 7, no Japão 10, na Alemanha 14, na França 10, no Canadá 3. Uma catástrofe sem tamanho, que não sensibiliza mais a sociedade brasileira, muito menos o governo federal, cujos altos escalões não conhecem a buraqueira de nossas estradas, pois somente se locomovem em jatos de luxo.

Como o Brasil possui aproximadamente 160 mil km de estradas pavimentadas, pode-se afirmar que morrem cerca de 34.000 pessoas em acidentes todo ano, uma média de 93 óbitos diários. Esses dados aterradores foram apresentados por Bruno Batista de Barros Martins, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em palestra realizada no TRT da 10ª Região, em Brasília, no dia 27 de outubro último. “É como se um Boeing 737 lotado caísse a cada 36 horas” – disse o palestrante. Quem será o maior culpado por essa barbaridade: o motorista incauto e, muitas vezes, suicida, que toma “bolinha” para se manter acordado à noite e entregar a carga no horário acertado, ou o governo inoperante, que não mantém nossas estradas em condições mínimas de trafegabilidade e é, por isso, o criminoso maior?

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O mundo em 2020

Félix Maier

25/06/2004

Estudo feito sobre os prováveis cenários mundiais nas próximas décadas considera como melhores as alternativas que se aproximam do modelo proposto pelas esquerdas globalistas.


No início do terceiro milênio, a American Society for Quality (ASQ), maior organização que congrega profissionais ligados à Qualidade Total (1), preparou o estudo Foresight 2020 (Previsão 2020), trabalho de um grande número de especialistas, com o apoio do Institute for Alternative Futures (IAF), em que busca antever cenários para os próximos 20 anos.

1º Cenário: frutos do conhecimento

Seria o “futuro oficial”, se for possível expandir o status quo atual, especialmente a ascensão da economia do conhecimento. A qualidade seria como uma “religião”, adotada pelos futuros ganhadores do Prêmio Nobel e por organismos, como o FMI, para estender os sucessos com a qualidade a países pobres, promovendo seu progresso. Pelo conhecimento do mapa genético humano, seria estabelecido um programa preventivo de saúde de maneira personalizada. A inteligência das máquinas não superará a inteligência humana, mas haverá um acréscimo de suas capacidades sensoriais e uma maior interconexão, e o uso de robôs domésticos.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2593

Lembrar é preciso: Caso Elza

Félix Maier

4/3/2004

No dia 2 de março de 1936, era assassinada barbaramente Elvira Copello Coloni, conhecida entre os militantes comunistas como "Elza Fernandes" e "Garota", depois de ser julgada por um "tribunal revolucionário" do Partido Comunista Brasileiro - PCB -, composto pelo seguinte quinteto criminoso: Lauro Reginaldo da Rocha, o "Bangu"; Adelino Deícola dos Santos, o "Tampinha"; Eduardo Ribeiro, o "Abóbora"; José Lago, o "Brito"; e Honório de Freitas Guimarães, o "Milionário", presidente do "tribunal".

Com a prisão de inúmeros comunistas que participaram da sanguinária Intentona Comunista, em novembro de 1935, "Garota", a jovem amante de Antônio Maciel Bonfim, o "Miranda", secretário-geral do PC, passou a ser considerada suspeita, pois havia respondido de modo ambíguo a muitas perguntas feitas pela direção do Partidão. Acusada de traição, "Elza" é estrangulada com uma corda de varal no subúrbio carioca de Deodoro, por Natividade Lira, o "Cabeção", um "leão-de-chácara" do PC. Como seu corpo não coube num saco, é quebrado em dois e enterrado debaixo de uma mangueira.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2003

Inteligência totalitária?


Félix Maier

25/10/2003

No momento, o governo pretende criar a "nova Abin", a "espionagem participativa". Para isso, está chamando todas as representações da "sociedade civil" para discutir o assunto. Ou seja, todos os petistas e suas agremiações satélites… Félix Maier (24/10)

Em meados de 2001, Sua Suprema, o Ministro Marco Aurélio, mostrou-se "perplexo" quando soube que o Exército fazia acompanhamento do MST, tido para os militares da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) como "força adversa". Como se sabe, os documentos secretos do Exército apreendidos em Marabá - fartamente especulados pela Folha de S. Paulo - nunca poderiam ter vindo a público, caso os procuradores não fossem acometidos por um dualismo primário, que aproveita qualquer oportunidade para fazer média com a turma da esquerda, em atos de puro revanchismo contra as Forças Armadas que ontem combateram o terrorismo em nosso país. O MST, é óbvio, também chiou, excomungando a "bisbilhotice" dos milicos, logo o MST, que tem seu próprio serviço de Inteligência, a Intemo (Inteligência do Movimento), para catalogar o nome de todas as pessoas que lhe fazem qualquer tipo de crítica ou oposição.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=1609

Os demônios fugiram do inferno

Félix Maier

29/03/2004

Os atentados promovidos em Madri no dia 11 de março provam que existe uma imensa rede, que atua por meio de células que trabalham em conjunto para promover espetáculos de sangue cada vez mais sensacionais - a Internacional Islamita do terror.

O moderno terrorismo teve sua origem nas ações do russo Sergei Netchaiev, enunciadas em seu Catecismo Revolucionário. Tais ações levaram Dostoiévski a escrever Os Demônios, e a mesma inspiração teve Lenin quando implantou seu regime de terror na Rússia, em 1917.

Durante as décadas de 1960 e 70, surgem grupos terroristas árabes, como a OLP de Yasser Arafat, que prega a destruição do Estado judeu. Um desses espetáculos do demônio que fugiu do inferno foi o fuzilamento de 11 atletas israelenses durante a Olimpíada de Munique, em 1972.

Leia texto completo em http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasilia/2004/03/29/jorbrs20040329006.html

Obs.: O texto acima foi resumido, para publicação no Jornal do Brasil. O texto original pode ser acessado em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4604&cat=Ensaios&vinda=S

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PIRACEMA - Nadando contra a corrente



Amigo leitor,

Criei um Blog, PIRACEMA - Nadando contra a corrente, para hospedar meus escritos a partir de 2000. Assim, aos poucos, irei inserindo os textos, mais ou menos em ordem cronológica decrescente.

Em janeiro irei fazer um curso intensivo de Webdesigner, para incrementar um pouco a página.

Confira em http://felixmaier.blogspot.com/ e boa leitura!

Atenciosamente,

Félix Maier

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fome Zero: O projeto chupim de Lula

Félix Maier

1/10/2006

O programa proposto pelo Governo Lula, Fome Zero, merece todo o respeito dos brasileiros. Só quem nunca passou fome na vida dirá que um projeto desse tipo é demagógico.

O programa merece todo o respeito, não porque é do Lula, mas porque é simplesmente necessário. E urgente. Quem tem fome, tem pressa dizia um ator na TV, no início do projeto. É verdade. Primeiro deve-se dar de comer a quem tem fome, pois senão ele pode morrer. Saco vazio não fica em pé. Depois deve-se pedir algo em troca desse cidadão que teve o estômago forrado de comida e aí reside todo o problema dos programas assistenciais já implantados no Brasil.

Não há necessidade de Lula inventar a roda. Há muitos programas de combate à fome já implementados em nossa sociedade, tanto por parte do antigo Governo, como de Igrejas, ONGs e inúmeras outras instituições. O que falta é aperfeiçoar esses programas, de modo a eliminar a corrupção que sempre existe em programas semelhantes, para maximizar o resultado final, que é levar comida ao maior número possível de famintos.

Em primeiro lugar, é importante eliminar todas as formas de desperdício e de corrupção que programas assistenciais milionários trazem consigo. Se o problema é fome, deve-se levar comida ao faminto. Essa premissa pode ser verdadeira, mas nem sempre funciona a contento. Um programa de distribuição de alimentos envolve uma logística complexa, desde a compra, o transporte e a entrega dos alimentos ao destinatário final. Nesse longo processo, o que mais existe é desperdício e corrupção, especialmente através de preços superfaturados e desvio de produtos.

Leia texto completo em http://www.webartigos.com/articles/475/1/fome-zero-o-projeto-chupim-de-lula/pagina1.html

Carta a Lívia Venina

15/04/2003

Prezado Senhor,

Como cidadã brasileira, 21 anos de idade, instruída e ciente dos meus direitos, digo que me causou ânsia de vômito o artigo que o senhor escreveu sabe-se lá quando sobre a atriz Bete Mendes, citando até o Sr. Carlos Eugênio Sarmento, o qual eu tive o grande prazer de conhecer pessoalmente.

Todos os dias agradeço a Deus por viver num país cujo presidente é de ESQUERDA, e onde não há mais censura, nem torturas, nem perseguições. Mas infelizmente volta e meio me deparo com pessoas como o senhor, "militar da reserva"... humpf... como se ser militar fosse grande coisa...Ser militar contribuiu em quê para o crescimento do Brasil???

...

Cara Lívia,

Vamos por pontos, para rebater toda a insanidade que você vomitou no meu computador. Que pena! Tão novinha e já tão louca...

Lamento contrariar sua cabecinha oca, de apenas 21 aninhos, ao dizer que você não é uma pessoa instruída. Você pode até ter ido à escola, à faculdade, porém sua instrução, ao menos na questão política, se baseia em “adestramento”, em palavras-chaves e palavras de ordem propagada pela esquerda. Com a mídia, hoje, inteiramente dominada pelas esquerdas, é natural que cabecinhas ocas como você sejam presas fáceis da GRANDE MENTIRA que nas últimas décadas se tem contado neste País.

Carlos Eugênio foi um terrorista de destaque da ALN de Marighela, foi um assassino frio que matou no mínimo umas dez pessoas, nem ele sabe direito, como confessou em entrevista à revista Veja. Na mesma reportagem, ele afirmou que se armava à noite, pegava um carro e saía atirando a torto e direito. Mais ou menos como hoje fazem os traficantes do Rio de Janeiro, que queimam ônibus, matam policiais e determinam “toque de recolher” à população, proibindo os comerciantes de abrir suas lojas, aumentando os dias de feriados na cidade... Além disso, seu amiguinho Sarmento é um mentiroso, pois em seu livro, Viagem à Luta Armada (Editora Civilização Brasileira, 1996), ele fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury, em São Paulo. Essa versão é negada por Luís Mir em A Revolução Impossível, pg. 560. É com tipos assim, com assassinos sem escrúpulos como Eugênio que você costuma tomar chopinho?

...


Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=20165&cat=Artigos&vinda=S

ShoppinG: o ponto G da questão...

Félix Maier

6/1/2003

Dias atrás, descobri por que as mulheres são mais longevas do que os homens. A preocupação delas é totalmente diferente da dos homens. Com o décimo-terceiro na mão, enquanto eu estava numa sinuca de bico, entre liquidar o resto da dívida do apartamento financiado pelo SFH, ou então cobrir o "limite" no banco, minha mulher estava apenas preocupada em ganhar um Chanel nº 5 como presente de Natal... Ou então uma bolsa de couro da Arezzo. Só serve da Arezzo. E minha filha, que estuda Matemática na UnB, num simples pedido de amigo oculto (eu fui o "sorteazarado"!), pede uma calculadora. Não aquela que pode ser encontrada numa loja de 1,99. Ela quer uma calculadora científica, da HP, que mostra gráficos no visor, cem dólares no mínimo! Para que se preocupar com dívidas, se o Natal está tão próximo, se é época de festas, época de torrar o dinheiro que se tem e o que não se tem? Relaxe, meu benzinho, é o que as mulheres dizem, especialmente nesta época.

Nos tempos bíblicos, até podia ter um Matusalém ou outro. Era um sinal claro de que Deus tinha abençoado aquela criatura, merecedora da graça divina da longevidade. Havia um respeito profundo dos mais jovens pelos idosos. Hoje, ainda pode haver um bom número de matusaléns por aí, não tanto por obra da graça divina, mas por conta da diminuição das guerras e da medicina avançada. Porém, quem se destaca mesmo entre a população moderna são as matronas, as viúvas velhíssimas, que vão enchendo o mundo até não caber mais ninguém. Você já reparou como cresce o número de mulheres idosas? Na família de minha mãe, já tenho três tias viúvas, sem contar minha mãe, viúva há um ano - que Deus tenha sido misericordioso com a alma de meu pai. Meus tios foram mesmo uns frouxos, assim como um sem-número de tios de vocês também devem ter sido, não é meus caros leitores?

Leia texto completo em http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=876

Politicamente correto: A transgenia das palavras

Félix Maier

13/08/2004

Tanto a "língua de pau" utilizada em países comunistas, como a atual linguagem "politicamente correta", utilizam imagens lingüísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica.

“Political language…is designed to make lies sound truthful and murder respectable, and to give an appearance of solidity to pure wind” (George Orwell).

Em sua obra Pequena História da Desinformação, Vladimir Volkoff fala sobre a “língua de pau” (langue de bois, em francês), adotada como língua oficial pelos antigos países comunistas. “A língua de pau, segundo o Larousse, é uma forma rígida de expressão, nomeadamente no domínio da política, através da multiplicação de estereótipos e de fórmulas congeladas” (Volkoff, op. cit., pg. 66).

A antiga língua de pau se utilizava de imagens lingüísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica, como a alegoria, o eufemismo, a prosopopéia, a metonímia, a metalepse. Utilizava-se do maniqueísmo simplista para exaltar suas próprias virtudes e demonizar o inimigo. Com o tempo, o idioma russo foi se empobrecendo, tornando-se minimalista. “O dicionário de Dahl contém 22000 palavras; os escritores soviéticos utilizavam 1500” (pg. 68). Enfim, o “idioma fantasma” assume a confissão de Goebbels: “Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um determinado efeito” (cit. pg. 68).

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=2841

Quatro vampiros na TV

Félix Maier

5/9/2002

Foi pura coincidência a TV Globo lançar a novela O Clone logo após os atentados de 11 de setembro de 2001. Estereótipos à parte, como convém a toda novela que se preze, pudemos constatar que os muçulmanos são pessoas bastante parecidas com todos nós, com algumas diferenças culturais, claro, mas nem todos rezando pelo Corão de Bin Laden.

Dia 20, começou de verdade um programa de vamp na TV, ainda que a Globo tenha marcado para o dia 26 a estréia de O beijo do vampiro. Todos os dias, até lá pelo final de setembro, teremos que conviver com 4 vamps tentando abocanhar nossa jugular. Haja negaceio...

Como vampiro não pode ver luz solar, senão kaput sua imortalidade, os sets de filmagem foram todos planejados para ocorrer em interiores, em cenários feéricos, de luz negra, com rebatedores de luz cobertos por pele de morcego.

Inicialmente, tratemos do mais poderoso de todos os vampiros que vão se apresentar: Nosferatu. Criatura tornada imortal por obra de Doktor Murnau, que atualmente hiberna um longo e merecido descanso no Caixão do Planalto, Nosferatu é o mais poderoso dos 4 vampiros que têm encontro marcado com cada um de vocês, até outubro, ao meio-dia e à noite. Além do apoio pecuniário, que lhe será fornecido por toda a estrutura montada por Dr. Murnau, com ajuda do aprendiz de vamp do Banco (de Sangue) Central, cria dileta de Vamp Soros, Nosferatu abarrotou todos os hospitais com enormes bancos de sangue, quando foi Ministro da Saúde, além de ter em seu castelo um estoque de sangue estratégico para qualquer emergência.

Leia texto completo em http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=709

Leia Quatro vampiros na TV - Parte II em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=13784&cat=Artigos&vinda=S

Brizola, o último dos maragatos

Félix Maier

27/07/2004

Pessoas importantes, ou que se julgam como tais, dão um jeito de morrer em uma data especial. Foi assim que ocorreu com o imperador Constantino, que se converteu ao cristianismo e possibilitou a rápida expansão da nova religião por todo o Império Romano: deu um jeito de morrer num glorioso dia de Páscoa. Com Tancredo Neves não foi diferente: marcou encontro com São Pedro justo no dia 21 de abril, data da morte de seu conterrâneo mais famoso, Tiradentes. Dizem que Tancredo já havia morrido dias antes, apenas se escolheu uma data cívica melhor para avisar a imprensa – mas isso é outra história. O certo é que Tancredo virou santo sem precisar apresentar milagres, como Santa Paulina, romarias levam as massas a seu túmulo em São João del Rey a cada feriado da Inconfidência. Já Leonel Brizola, o último dos maragatos, não escolheu nenhuma data significativa para ser levado pela Senhora da Gadanha. Foi acariciado pelas parcas, de supetão, no dia 21 de junho deste ano. Do jeito que imaginava, ainda em atividade política, pois havia profetizado “serei como um cavalo inglês: só vou morrer na cancha”. O certo é que, se tivesse que escolher uma data para chegar às canhadas do purgatório, Brizola ficaria em dúvida - 7 de setembro ou 15 de novembro? -, pois, mais nacionalista do que ele, impossível.

Quem foi, afinal, Leonel Brizola, por quem muitos brasileiros, com um lenço vermelho no pescoço, bem à moda maragata, verteram compungidas lágrimas durante o velório e promoveram uma vaia fenomenal ao “traidor” Lula da Silva quando este tentou se aproximar do defunto no Rio de Janeiro?

Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4886&cat=Ensaios&vinda=S

Drummond: Vá ser gaúcho na vida...

Félix Maier

1/11/2002

No dia do centenário do nascimento de Carlos Drummond de Andrade, 31 de outubro de 2002, declamaram-se poesias do poeta de Itabira por todos os cantos do Brasil. Foi até colocada uma estátua de bronze do “poeta maior” no Calçadão de Copacabana, que já apareceu pichada na manhã de hoje, Dia de Todos os Santos.

Em Bagé, RS, um dos declamadores leu em alto e bom som:

- Vá, Carlos, ser gaúcho na vida...

É nisso que dá tirando o ensino do Francês de nossas escolas. A palavra gauche - qualquer cara com 40 anos que fez o antigo ginásio sabe disso – é pronunciada “gôche”. Significa “esquerda” (droite é direita), mas também pode significar “ridículo”, “mal jeitoso”, “perturbado”. Eu tenho a impressão que Drummond queria dizer “esquisitão”, que devia ser mais ou menos como ele se sentia na cidade grande, no eterno impasse entre a província e a metrópole.

A piadinha acima (concordo, é um tanto mixuruca...) eu fiz depois que ouvi, ontem, no supermercado Pão de Açúcar da 508/509 Norte, Brasília, um locutor de rádio (CBN?) declamar a poesia de Drummond, pronunciando “gáuche” em vez de “gôche”.

Enfim, se tínhamos um candidato que falava em “menas laranjas”, não há o que reclamar...

Argos, o ET de 100 olhos

Félix Maier

30/09/2002

Argos, o extraterrestre de 100 olhos, natural da constelação de mesmo nome (que fica entre o Cão Maior e o Cruzeiro do Sul), desde o início de 2002 tem vindo à Terra para conhecer o sistema eleitoral de alguns países.

Argos já esteve na França, onde viu Le Pen derrotar os socialistas/comunistas no 1º turno, e Chirac vencer Le Pen na 2ª rodada.

Como todo gringo que chega ao Brasil, Argos está ávido por novidades. Por mais que seus 100 olhos observem as coisas em volta, as dúvidas só aumentam. E Argos não é de levar dúvidas de volta a seu planeta. Sobre nossos candidatos a presidente quer esclarecimentos:

- Quem é o candidato de direita no Brasil? – pergunta Argos.
- Direita? Bem, não tem candidato de direita.
- São todos de esquerda?
- É... são...
- Então não pode haver uma escolha democrática, se nem todas as forças políticas estão representadas, não é?
- É... mas...
- Na França havia um candidato de direita, o Chirac, um de esquerda, o Jospin, e um de extrema direita, Le Pen.
- Você está por dentro das coisas, Argos!
- Pra que eu tenho esses 100 olhos? Por que no Brasil só a esquerda tem candidatos?
- Na verdade, havia uma candidata da direita, mas ela desistiu.
- Desistiu? Por quê? Político não desiste fácil. Em Argon ao menos é assim. O que aconteceu?
- Aqui os políticos também se apegam a cargos eletivos, mais do que cachorro se apega a osso. Ocorre que num fim de semana a Polícia Federal fez uma visita a uma empresa que a candidata tem com o marido e encontrou uma montanha de mais de 1 milhão de reais.
- Ué, no Brasil ninguém pode guardar dinheiro na empresa?
- Poder, pode, Argos, mas a candidata não soube dizer de onde veio aquele dinheiro todo, nem para que era destinado. Para piorar, em três dias, deram 7 explicações, o número do mentiroso.

Leia texto completo em http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=749

Os protocolos dos sábios de Brasília

Félix Maier

16/12/2003

Há bastante tempo, a Praça dos Três Poderes virou um manicômio federal. Senão, vejamos.

Os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ávidos pelo calor dos holofotes da imprensa, ao invés de se aterem ao trabalho de aplicar as leis, passaram a fazer política, com pronunciamentos públicos descabidos, a exemplo do Ministro Maurício Corrêa, presidente do STF.

O Executivo, em vez de governar, perde a maior parte do tempo desempenhando o papel dos legisladores, com a edição de inúmeras Medidas Provisórias, tornando essa atividade muito mais imoral do que a dos antigos decretos-leis assinados pelos presidentes quatro-estrelas. Em vez de tapar os buracos das estradas federais, melhorar o atendimento da Saúde, resolver o problema da segurança pública, colocar as crianças nas escolas, o presidente Lula quer a reforma do Judiciário, dizendo que aquilo é uma “caixa-preta” que precisa ser aberta, esquecendo-se de que o seu Partido não tem a mínima vontade de abrir sua própria “caixa-preta” – para não dizer sua famosa “caixa-vermelha”, de onde saiu o propinoduto de Santo André (“caso Celso Daniel”) e voou a nuvem de gafanhotos de Flamarion Portela, de Roraima. Com a reação do presidente do STF à fala de Lula, houve uma devassa na vida de Maurício Corrêa só comparável ao serviço sujo feito contra Roseana Sarney quando esta figurava bem nas pesquisas presidenciais.

Por fim, o Congresso Nacional, em vez de legislar, realiza investigações policiais, fazendo as vezes de promotor público, delegado, juiz, PM, escrivão e “araponga”. Há investigação para quase tudo, só falta CPI para determinar o tamanho do biquíni deste verão. Legislar, que é bom, nada. Por isso, muitas leis não são adequadamente cumpridas, porque até hoje não foram regulamentadas, como é o caso da Lei de Greve, o que deu margem para o manicômio em que se converteu a universidade pública, que ficou em greve durante quase 100 dias no último ano do Governo FHC. É verdade que no primeiro Annus Lulae o Congresso mostrou seu inconfundível estilo “patrola & trator” (PT) de governar, encerrando o ano com a aprovação das reformas previdenciária e tributária (leia-se “mais arrocho sobre a classe trabalhadora”), e a etérea legislação sobre o desarmamento, dando tratamento idêntico ao bandido e ao cidadão honesto.

Veja texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4222&cat=Ensaios&vinda=S

Diogo Mainardi, Marilena Chauí e Antonio Candido

Félix Maier

23/09/2002

Sempre achei Diogo Mainardi um pimpolho mimado, chorão, que em sua coluna de Veja malhava todo mundo, reclamava de tudo e, não suportando mais o mau cheiro dos canais de Veneza, onde mora, desejava que aquela “cloaca” – na verdade um dos maiores museus a céu aberto do mundo – afundasse nas águas do Adriático.

Eu pensava comigo: para só dizer bobagens, esse sujeito deve ser um dos protegidos dos Civita, um oriundi que se aproveita do nome de família para gozar o dolce far niente na Europa. Mas, me enganei.

O Diogo Mainardi dos útlimos tempos é o que há de melhor em Veja, pelo menos no quesito “humor”. Seja escrevendo sobre o épico das favelas cariocas, seja pela série “Diogo para presidente”, ou mesmo sobre Weffort, o magnífico (17/09/2002), ou ainda No deserto do Senai (25/09/2002), Mainardi consegue sobrepujar-se a cada semana.

Leia o texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12294&cat=Artigos&vinda=S

Fraulein Bünchen e Che Guevara

Félix Maier

16/10/2002

Fraulein Bünchen e Che Guevara

por Félix Maier em 16 de outubro de 2002

Resumo: Da seção de humor: Félix Maier reproduz em MSM o curta-metragem do ano. Não percam.

© 2002 MidiaSemMascara.org

Fraulein Gisele Bünchen provocou um forrobodó incrível entre a "comunidade petista", em um desfile na cidade de São Paulo, por ter mostrado uma foto de Che Guevara em um biquini। Depois do desfile, apaziguados os ânimos petelhos, ela foi convidada para o lançamento de um filme inédito, Las viudas de Che (As viúvas de Che)".

Tratada como estrela de primeira grandeza, que realmente é, Fraulein Bünchen foi convidada a sentar-se entre Lula-laite e Dirceu-harde, na primeira fila.

Assistam ao filme com Fraulein Bünchen, apresentado a seguir.


Leia o texto completo em http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=1303&PHPSESSID=230d758251b7fa60f2c10d002c92f1d7

HFA na UTI

Félix Maier

15/9/2003

Inaugurado em 1972, durante o saudoso Governo Médici, o Hospital das Forças Armadas (HFA) já chegou a ser o melhor hospital militar da América Latina. Contudo, com o correr dos anos, o Hospital foi perdendo sua finalidade inicial, que era atender exclusivamente militares e seus dependentes, e passou a fazer convênios a torto e direito com várias entidades, ao mesmo tempo em que foi perdendo sua qualidade.

Segundo afirmou um antigo Vice-Diretor do HFA, a antiga excelência de atendimento do HFA devia-se a bons salários pagos a médicos civis, em média recebendo o dobro do que recebiam os colegas em instituições similares. Como se sabe, a alta rotatividade de médicos militares, transferidos continuamente a outros hospitais, a trabalho, ou saindo para fazer os cursos necessários à ascensão profissional, impedem que se crie uma equipe médica de alto nível em qualquer hospital militar. Para evitar que isso ocorresse com o HFA, foram contratados médicos civis de qualidade, muito menos propensos a afastamentos da cidade do que os militares. Assim, foi-se criando um corpo médico de primeira linha, colocando o Hospital entre os melhores do País.

Leia texto completo em http://www.midiasemmascara.org/?p=1517

Messianismo no Brasil

Félix Maier

21/10/2003

O Messianismo refere-se a movimento dito “messiânico”, dirigido por um líder que teria origem divina, o “messias”. O nome tem origem na religião judaica, cujos devotos ainda esperam o Messias. Os cristãos acreditam que esse Messias foi Jesus Cristo.

Os ditos “movimentos messiânicos” têm ocorrido com bastante freqüência no início de cada século ou, principalmente, milênio, donde surge o nome “milenarismo”. No século II, surgiu na Grécia o Montanismo, movimento que pregava a iminência da 2ª Vinda de Cristo (Parusia), de acordo com uma revelação do Espírito Santo.

As Cruzadas também foram movimentos milenaristas, que tinham como objetivo a conquista da Terra Santa e a preparação da “Nova Jerusalém” para a 2ª vinda de Cristo. No ano de 1033, multidões de fiéis se dirigiam a Jerusalém.

Uma famosa lenda milenarista remonta ao Rei de Portugal, D. Sebastião, que morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, em 1578, em desastrada guerra contra os mouros, o que resultou na dominação de Portugal pela Espanha durante 60 anos. Muitos portugueses não acreditaram em sua morte e D. Sebastião se converteu no messias nacional português, lembrado sempre a cada dificuldade do Reino, e a crença em seu regresso foi denominada de “Sebastianismo”. Sobre o assunto, leia “No Reino do Desejado”, de Jacqueline Hermann.

No Brasil, houve vários movimentos messiânicos, como o de Silvestre José dos Santos, que começou a pregar o “paraíso terrestre” na Serra do Rodeador, em Pernambuco, a partir de 1817, tendo a seu redor 12 “sábios” que desempenhavam a função de seus apóstolos. Para Silvestre, quando o número de fiéis atingisse o número de 1.000, D. Sebastião regressaria da ilha de Brumas e organizaria um exército para libertar Jerusalém. O movimento foi extinto após uma carnificina.


Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3972&cat=Ensaios&vinda=S

Jerusalém, ó Jerusalém!

Félix Maier

11/10/2000

Acompanhando com tristeza o novo "round" de violência entre israelenses e palestinos, a respeito da cidade eterna de Jerusalém, não posso deixar de me lembrar de uma viagem que fizemos a Israel, minha mulher, os dois filhos e eu, no ano de 1991.

Do Monte Scopus e do Monte das Oliveiras se tem a melhor vista da cidade velha de Jerusalém, toda cercada por muralhas, como nas cidades medievais. O Monte das Oliveiras já não faz mais juz ao nome. Poucas oliveiras são vistas no local. Aquela área faz parte da Jerusalém oriental, tomada dos árabes em 1967. Os camelôs do lugar fazem questão de só falar árabe, sentem-se ofendidos se alguém falar em hebraico e garantem que aquele território é palestino.

Do alto do Monte das Oliveiras vê-se o Vale do Cedron, onde na época de Cristo era um lugar imundo, com muito lixo e para onde eram mandados os leprosos. Vê-se uma das portas que dá acesso a Jerusalém, a Porta Dourada, que atualmente está lacrada. Segundo a tradição judia, o Messias irá entrar por aquela porta. Para impedir que isso aconteça, os árabes a fecharam...

Aos pés do Monte das Oliveiras fica um cemitério judeu. Os judeus pagam uma fortuna para serem enterrados naquele local, pois acreditam que quando o Messias chegar, no Juízo Final, serão os primeiros a ressuscitar.

Do Monte das Oliveiras vê-se em destaque, dentro da cidade velha de Jerusalém, a Mesquita de Omar, também conhecida como "Domo da Rocha", com sua enorme cúpula dourada. O nome "Mesquita de Omar" é incorreto. Na realidade, Omar Ibn Al-Khattab, o segundo califa, ao conquistar Jerusalém em 637, apenas identificou o local onde Maomé teria subido aos céus, segundo a tradição islâmica. Foi o califa Abdel Malik Ibn Marwan, em 691, quem realmente construiu a mesquita. Para isso, durante 7 anos ele mandou buscar tesouros egípcios para pagar o ouro da cúpula dourada. A Mesquita de Omar continua sendo uma das edificações mais belas em todo o mundo.


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Paulo Coelho na Loucademia

Félix Maier

30/07/2002

Paulo Coelho conseguiu mais uma façanha: depois de tirar da cartola quase 50 milhões de coelhos, digo, livros, vendidos em dezenas de países, passou a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. “Se antes esse sonho parecia uma heresia, agora é uma realidade” – falou o mago das letras (Veja, 31 Jul 2002).

Há muita gente que contesta a obra de PC, por achar que só escreve coisas viscosas, etéreas, rebatizadas de “esotéricas” nesses tempos politicamente pastosos da New Age. Nesse sentido, os críticos têm razão, o consumidor padrão de PC é o mesmo que sofregamente engole Harry Potter aos milhões e acredita em duendes, como Xuxa. Os temas de PC não fogem à onda de bruxaria e mistério que impregna grande quantidade das obras atuais, uma espécie de nostalgia e volta aos tempos românticos, heróicos e misteriosos do Rei Artur e seus cavaleiros. Há pouco tempo, tínhamos apenas livros de ficção e não-ficção. Hoje, foi acrescentada uma terceira estante nas livrarias, a estante esotérica, que atende milhões de pretendentes a Merlin dos dias que correm.

Muitos confundem esoterismo com misticismo. O misticismo estava bastante em voga durante a Idade Média, quando tínhamos, p. ex., um Francisco de Assis, verdadeiro ser místico, que sofreu as dores do mundo à semelhança de Jesus Cristo, com chagas sangrando dos pés, das mãos e até do peito, exatamente como o Mestre. Outro ser místico, de nossos tempos, foi Chico Xavier, transfigurado para o outro mundo recentemente, que em sua vida só praticou o bem, de modo que até o seu corpo emitia uma intensa luz. O propalado misticismo, hoje, não passa de um caldo de cultura retirado do liqüidificador da globalização, com paladar tutti-frutti, de modo a atender a todos os gostos, desde o oriental, o ocidental e até o islâmico. Ou seja, agrada a todos. Ou quase todos.


Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=10251&cat=Artigos&vinda=S

Sobre futebol e hinos nacionais

Félix Maier

09 de julho de 2002

Passou a euforia da população brasileira com a conquista do Penta, e cá estamos na torcida por outro tipo de campeonato, de desfecho muito mais incerto e sofrido do que aquele: a corrida das eleições presidenciais, tendo como pano de fundo a febre do mercado financeiro, por conta de uma dívida interna acima de 700 bilhões de reais. A dívida externa, essa o mercado nem lembra mais quanto é. Afinal, quem será que vai começar a descascar esse abacaxi: Lula-laite, Serra-softe ou Ciro-harde?

Mas, para não dizer que não falei de futebol...


Leia texto completo em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0194.htm

Bob Fields

Félix Maier

17/10/2001

Morreu aos 84 anos Roberto de Oliveira Campos. Polêmico e irônico por natureza, o ex-seminarista, ex-diplomata, ex-embaixador, ex-ministro, ex-senador, ex-deputado nunca foi um ex-combatente. Especialmente quando se tratava de combater a malandragem nacional, em que sempre predominou a cultura da rapinagem pelego-peronista sobre o patrimônio público.

Por isso, Roberto Campos era um autêntico liberal, no sentido exato do que esta palavra significa, defensor sem limites que era do empreendedorismo brasileiro, que tem um índice superior aos próprios EUA e, principalmente, defensor do patrimônio público, sempre vilipendiado por interesses políticos.

Pensador avant la lettre, profetizou com muita antecedência a globalização que seria empreendida no mundo. Criticado pela esquerda, que o chamava de Bob Fields, acusando-o de compactuar com Uncle Sam, Roberto Campos foi sempre de uma lucidez muito superior a de seus antagonistas.

Sua folha curricular é invejável:


Leia texto completo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3821&cat=Artigos&vinda=S

Fundamentalismo islâmico

Félix Maier

29/08/2003

1. A RELIGIÃO MUÇULMANA

Criação e expansão do islã

É bem significativa a palavra árabe islam (islã). Ela é derivada de aslama e significa "submeter-se", "entregar-se". No caso, entregar-se a Alá. Muslim (muçulmano) tem o mesmo sentido. Significa "aquele que se submeteu a Alá".

O profeta Muhammad (Maomé) nasceu por volta de 570 d.C. e era da tribo dos coraixitas, que guarneciam a Caaba, em Meca, na atual Arábia Saudita. Maomé entrou para o serviço da rica Cadidja, com quem se casou quando esta ficou viúva. Embora iletrado, como se pode comprovar no verso 49 do capítulo 29 (Al-Ankabut) do Corão, essa nova situação permitiu a Maomé fazer algumas viagens e conhecer melhor o povo árabe e outros povos vizinhos.

O Corão, segundo a tradição islâmica, é o conteúdo da revelação verbal feita a Maomé pelo Arcanjo Gabriel, durante um período de aproximadamente 20 anos em Meca (610-622) e Medina (622-632). A mensagem era: fé num único Deus, Allah (Alá), crença na ressurreição dos mortos e na felicidade eterna. Os primeiros versos (aiat) revelados foram os de 2 a 6 da sura (surata ou capítulo) 96 (Al- Alaq): "Recitai em nome de vosso Senhor, Que criou todas as coisas. Ele criou o homem de um coágulo de sangue. Recitai, porque vosso Senhor é o Mais Be-néfico, é Quem tem ensinado através da pena (escrita), ensinado ao homem aquilo que ele não conhecia". O último capítulo revelado no Corão foi o de nº 110 (Al-Nasr), que contém 4 versos. Ao todo, o Corão tem 114 capítulos e 6.216 versículos. Todos os capítulos principiam com as palavras: "Em nome de Alá, o Misericordioso e Compassivo".

Primitivamente, os textos corânicos eram escritos em madeira, couro, peças de cerâmica, ossos, pedras brancas, pergaminhos e até papiros. Esse trabalho era feito pelos discípulos de Maomé, que transcreviam as recitações do Profeta, já que o mesmo era iletrado. Só mais tarde a Mushaf foi desenvolvida, ou seja, os textos corânicos foram acondicionados em forma de livro, a partir do terceiro califa, Otomã.

A pregação das revelações divinas recebidas através do Arcanjo Gabriel encontrou oposição violenta em Meca e a 16 de julho de 622 Maomé deixa a cidade, com parentes e amigos, e parte para Yathrib, que a partir de então passa a se chamar Al-Madinat Al-Nabi (a Cidade do Profeta), ou apenas Medina. Aquela data, a Hijra (Hégira ou Emigração), marca o ponto de partida da era islâmica e é o ano 1 muçulmano.

Para assegurar a vida material de sua comunidade, Maomé permitiu que seus membros atacassem e pilhassem caravanas no deserto, principalmente de judeus. Há até uma data festiva muçulmana que lembra aquela época de imposição da incipiente religião que brotava.


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